O Chileno Vargas ajudou a ampliar a vantagem do Galo na classificação. Foto: Pedro Souza/Atletico
Cinquenta anos se passaram entre o primeiro e o segundo título do Chelsea no Campeonato Inglês. Está prestes a acontecer o mesmo com o Atlético-MG depois da vitória desta quarta contra o Grêmio por 2 x 1, no Mineirão. Há mais uma coincidência entre os Blues e o Galo: a influência dos mecenas. O dinheiro do magnata russo Roman Abramovich foi fundamental para o clube londrino sair da fila de meio século na Premier League. Havia sido campeão na temporada de 1954/1955. Reconquistou o troféu em 2004/2005. Na fila desde 1971, o time mineiro faz do investimento de Rubens Menin o trunfo para a quebra do tabu cinquentenário.
Petr Cech, Ricardo Carvalho, Frank Lampard, Joe Cole, Didier Drogba e Arjen Robben viraram a página da história do Chelsea sob o comando de José Mourinho. O Atlético-MG deve canonizar Nacho Fernández, Hulk, Diego Costa, Zaracho, Eduardo Vargas, Everson e companhia liderados por Cuca. Há mais coincidências entre o fim da abstinência de dois clubes gigantes.
O Chelsea encerrou 50 anos de jejum desbancando, talvez, o maior Arsenal de todos os tempos. Os Gunners defendiam o título conquistado de maneira invicta em 2003/2004 sob o comando de Arsene Wenger. O Chelsea encerrou a Premier League de 2004/2005 com incríveis 95 pontos contra 83 do Arsenal. Simplesmente 12 pontos de vantagem.
O Atlético-MG caminha para quebrar a hegemonia de Flamengo (2020 e 2019) e Palmeiras (2018). Não é pouco. O Galo tem 10 pontos à frente do concorrente alviverde e 12 a mais do que o time rubro-negro. É uma campanha irretocável. À altura da missão de devolver o Galo ao olimpo do futebol nacional. O desempenho é brilhante. Hulk e companhia estão deixando para trás simplesmente os finalistas da Libertadores. Os dois últimos campeões da América.
A vitória contra o Grêmio é uma espécie de sessão do descarrego. Independentemente do tempo, times vítimas de filas que não andam costumam sentir o peso de partidas como a desta quarta-feira. Há uma vocação para se enrolar contra adversários fracos, ameaçados pelo rebaixamento, como é o caso do Grêmio a essa altura do campeonato. O Galo deu pinta de que se complicaria, mas conseguiu caçar seus fantasmas e arrancou 2 x 1 no Mineirão.
Gosto do trabalho do Cuca, mas sinto que ele às vezes se atrapalha na escalação. Não gosto Alan, Tchê Tchê, Zaracho, Nacho Fernández, Hulk e Diego Costa juntos. O Atlético-MG fica enfraquecido em um importante atalho do campo: as pontas. Não se abre mão do drible e da velocidade de um Savarino em uma partida dura contra um adversário do naipe do Grêmio. A entrada de Vargas no lugar de Hulk mudou a história do jogo. Deixou a Massa feliz na contagem regressiva para o fim do jejum de 50 anos sem título. Está chegando a hora.
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