Nem o São Paulo quis Ganso e Pato de volta. Foto: São Paulo
Repare essa escalação: Victor; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Alexandre Pato e Neymar. Era 10 de agosto de 2010. Primeiro amistoso da Seleção Brasileira depois da Copa da África do Sul. Início do trabalho do sucessor de Mano Menezes, escolhido para ser o sucessor de Dunga.
Ganso e Pato receberam de Mano os números dos sonhos de qualquer garoto. O meia usou a camisa 10 na vitória por 2 x 0 sobre os Estados Unidos, em New Jersey. O atacante assumiu a 9. Fez até gol, o segundo naquele triunfo. Ambos encantaram. Ao lado de Neymar, anunciavam novos tempos na Seleção Brasileira. Foram considerados aves raras numa capa da revista Placar, que previa a presença de ambos na Copa 2014.
O tempo passou. Ganso e Pato deixaram Neymar sozinho em duas copas consecutivas — no Brasil e na Rússia. Enquando ele virara realidade na Europa, Ganso e Pato quicavam pra lá e pra cá.
Oito anos se passaram na vida de Ganso desde aquela partida contra os Estados Unidos. Defendeu Santos, São Paulo e Sevilla. Participou da Copa América 2011 e tomou chá de sumiço do time verde-amarelo. Jogou pela última vez em 28 de fevereiro de 2012 na vitória por 2 x 1 sobre a Bósnia-Herzegovina. De volta ao Brasil para defender o Fluminense, desembarcou nas Laranjeiras como incógnita. A primeira missão é provar que tem condição de voltar a jogar em alto nível, o que não acontece há pelo menos três anos, desde que ele trocou o São Paulo pelo Sevilla.
Alexandre Pato perambulou por Milan, Corinthians, São Paulo, Chelsea, Villarreal e Tianjin Quanjian. Jogou com Ganso na passagem pelo tricolor paulista. Não veste a camida da Seleção desde 15 de outubro de 2013 na vitória por 2 x 0 sobre Zâmbia, em Pequim. Foi o camisa 9 de Luiz Felipe Scolari. Esquecido na segunda era Dunga e na gestão de Tite, Pato tenta mais uma volta ao Brasil e começa a ser disputado pelos clubes paulistas.
Ganso e Pato representam a volta dos que não foram. São dois símbolos de gerações perdidas. O tempo passou. Em 2022, Pato poderia disputar a quarta Copa do Mundo na carreira. Estreou em 26 de março de 2008 marcando o golaço da vitória sobre a Suécia, no Emirates Stadium, em Londres. Ganso foi relacionado por Dunga na lista de sete estepes para o Mundial da África. Nunca esteve tão próximo de participar da Copa do Mundo. Não conseguiu em 2010, 2014 e 2018. Ainda há tempo de ir ao Catar, mas o tempo passou e a fila da Seleção Brasileira andou.
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