Gerson (8) teve foi o regente do Flamengo contra o Sport. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Domènec Torrent pode até não conhecer profundamente o elenco do Flamengo, mas ele e a comissão técnica mostram em algumas partidas, como na vitória desta quarta por 3 x 0 sobre o Sport, que são pesquisadores e encontram boas soluções para momentos delicados, como jogar sem Rodrigo Caio, Éverton Ribeiro e Arrascaeta na maratona do Brasileirão.
A escalação de Gerson aberto na direita não é invenção. Dome é estudioso. Ao consultar sua máquina do tempo, deve ter retornado a 5 de novembro de 2017 — dia de uma das melhores exibições do volante rubro-negro vestindo a camisa da Roma. O time da capital italiana venceu a Fiorentina por 4 x 2, no Artemio Franchi, pela 12ª rodada da Serie A (assista ao vídeo no fim do post).
Gerson tinha 20 anos. Recebeu do então técnico da Roma, Eusebio Di Francesco, a missão de atuar aberto na direita formando trio de atacantes com o bósnio Dzeko, centralizado no comando do ataque, e o pequeno faraó El Shaarawy aberto na ponta canhota. Attras deles, um triângulo no meio de campo formado por Gonalons, Pellegrini e Nainggolan.
O jovem jogador da Roma cumpriu a tarefa com louvor. A Roma derrotou a Fiorentina com dois gols de Gerson. Uma das melhores partidas dele pelo clube. No primeiro gol, Gerson recebe a bola de El Shaarawy e manda para a rede de perna esquerda. No segundo, ilude o marcado e chuta novamente de perna canhota para colocar a bola na rede de Sportiello. Aquela é uma das boas lembranças da passagem de Gerson pela Roma.
Domènec Torrent, Jordi Guerrero e Jordi Gris podem ter reciclado a ideia de Eusebio di Francesco contra o Sport. Gerson jogou muito. Em alguns momentos, teve dificuldade para trazer a bola da perna direita para a esquerda. Atrasou o ataque em alguns momentos, mas jogou muito. Nas ausências de Éverton Ribeiro e Arrascaeta, assumiu o papel de maestro do time. Esperava-se que Diego fosse o regente, mas o camisa 10 foi superado por Gerson.
Melhor do que o volante improvisado na direita somente Pedro. Que fase sensacional do centroavante. Seis gols nos últimos cinco jogos. Erga suas mãos para o céu pelo fato de Tite não tê-lo convocado para a Seleção. O técnico gosta muito dele. Ainda não há jogador com a característica dele no elenco verde-amarelo. Matheus Cunha é a aposta da vez.
Bruno Henrique, aos poucos, reconquista a confiança. Poderia ter deixado o dele na partida desta quarta. Tentou. A lembrança da atuação do atacante a matada no peito para o arremate de Pedro no lance do primeiro gol na assistência para Pedro.
Mais importante do que os gols, a boa notícia para a torcida rubro-negra é o time não ter sido vazado pelo Sport. É a segunda vez que isso acontece nos últimos três jogos. Antes, a defesa havia resistido na goleada por 4 x 0 sobre o Independiente del Valle pela Libertadores. É o quarto jogo em que o Flamengo não sofre gol sob a batuta de Dome. Foi assim também nas vitórias por 1 x 0 contra Santos e Coritiba. Pouco para quem tem 16 partidas à frente do Flamengo desde a estreia diante do Atlético-MG na primeira rodada.
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