O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) é o relator da CPI da Chapecoense. Foto: Jeferson Rudy/Agência Senado
Iniciada em dezembro de 2019, e interrompida durante a pandemia do novo coronavírus, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Chapecoense apresentará o relatório final nesta quarta-feira, às 11h30, no Senado Federal. O trabalho tinha previsão de seis meses, chegou a ser suspenso, mas está concluído.
Em 29 de novembro de 2016, o avião que transportava a delegação do clube catarinense, dirigentes e profissionais de imprensa para a final da Copa Sul-Americana sofreu acidente no município de Rionegro pouco antes do destino final, o Aeroporto Internacional José María Córdova, localizado a 29 km de Medellín.
A tragédia deixou 71 mortos — 19 jogadores, 14 integrantes da comissão técnica, nove dirigentes, sete membros da tripulação, 20 jornalistas e dois convicados na véspera da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.
Em pouco mais de dois anos, a CPI ouviu representantes das vítimas, da Chapecoense, da seguradora, da empresa aérea LaMia e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o executivo de finanças da Petrobras, Ricardo Rodriguez Besada Filho, e autoridades da Caixa Econômica Federal.
Antes da leitura do relatório final, estão previstos mais dois depoimentos. A presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C), Fabienne Belle, falará sobre o atraso no pagamento da indenização. Ela é viúva de Luiz Cezar Martins Cunha, fisiologista da Chapecoense. Também será ouvido o advogado Luis Inácio Lucena Adams, mediador da reunião entre a AFAV-C e a Tokio Marine, seguradora do voo.
O presidente da CPI, Jorginho Mello (PL-SC), falou à rádio senado sobre o esforço da apuração. Segundo ele, o inquérito tentou ir ao encontro da dificuldade que as famílias da Chapecoense passam. “Gente com muita dificuldade. Apresentar um relatório ao senado federal e à sociedade que puxe a responsabilidade de quem quer que seja”, afirmou.
O relator da CPI é o senador Izalci Lucas (PSDB-DF). “Foi uma comoção nacional. Passa o tempo e todo mundo esquece. Quais são as providências que foram tomadas? É difícil encontrar uma solução para isso”, comentou em entrevista à rádio Senado.
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