Copa do Mundo de Clubes 2029: o desafio do Brasil contra concorrentes árabes

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Cobaia da primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa em 2000 na conquista do Corinthians nos pênaltis contra o Vasco no Maracanã, o Brasil aproveitou a passagem do presidente Gianni Infantino pelo Rio de Janeiro e Brasília para oficializar a candidatura a sede da segunda versão da Copa do Mundo de Clubes em 2029.

Em julho do ano passado, o presidente da CBF, Samir Xaud, havia manifestado informalmente o desejo em Nova York antes da final da primeira edição do novo torneio da Fifa. A missão não é fácil porque o Brasil tem fortíssimos concorrentes.

Sede da recém-encerrada Copa Africana de Nações, Marrocos reivindica o torneio como evento teste para a Copa do Mundo de 2030 e conta com um cabo eleitoral fortíssimo. A Espanha incentiva o pais africano a hospedar a competição. Gianni Infantino tem relações estreitas com o rei Mohammed VI, o maior incentivador da revolução no futebol marroquino.

Anfitrião a Copa do Mundo em 2022 e destino quase sempre certo da Copa Intercontinental, o Catar mostrou capacidade de transformar o pequeno país do golfo pérsico em parque de diversão para os amantes do esporte mais popular do mundo. Há quatro anos, era possível assistir até três jogos no mesmo dia deslocando-se pelos modernos metrôes do país.

Há um outro concorrente no caminho da candidatura brasileira: a Arábia Saudita joga pesado nos bastidores. Conseguiu levar para lá a Copa do Mundo de 2034, ostenta a liga de futebol mais badalada do Oriente Médio e não abre mão de injetar um centavo na realização dos sonhos de consumo para atrair os holofotes.

A Fifa definirá a sede da Copa do Mundo de Clubes de 2029 no Congresso de 2027. Entre os critérios avaliados pela entidade máxima estão infraestrutura, legado, sustentabilidade, e finanças, ou seja, quem bancar a festa oferecendo menos despesas e impostos.

Pesam a favor do Brasil o sucesso na Copa das Confederações de 2013, na Copa do Mundo de 2014, no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, a inédita Copa do Mundo Feminina na América do Sul em 2027, o status de país do futebol e o pé-quente do simpático presidente Luiz Inácio Lula da Silva na relaçãocom a Fifa. Todos esses eventos foram trazidos para o país com o aval do chefe de estado brasileiro. 

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Marcos Paulo Lima

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Tags: Arábia Saudita Brasil sede Catar CBF Copa do Mundo de Clubes Fifa futebol internacional Gianni Infantino Marrocos Mundial de Clubes 2029

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