Pablo Repetto tem final da Libertadores no currículo: vice em 2016. Foto: AFP
Ele passou por um dos maiores constrangimentos da carreira em 9 de agosto do ano passado. Minutos depois de eliminar o Vasco da Copa Sul-Americana, Pablo Eduardo Repetto Aquino dirigiu-se até a sala de conferências de São Januário para cumprir o protocolo: a entrevista pós-jogo da Conmebol. Porém, não houve perguntas. Ignorado, saiu sem graça.
Estava ali uma excelente oportunidade de conhecer a história de um dos amigos da família do craque uruguaio Enzo Francescoli. Pablo Repetto queria ser como El Príncipe. Começou inclusive a jogar bola no mesmo clube de Enzo — a categoria juvenil do Montevideo Wanderers. Ia aos treinos de bicicleta com uma ideia fixa de imitar Francescoli.
Pablo Repetto realizou o sonho do pai. Defendeu o Fênix, time do coração do coroa, mas depois de perambular pela sétima, sexta, quinta e quarta divisão, abandonaria o futebol cedo por causa de uma grave contusão. Versátil, atuava como volante e lateral. Durante uma vitória do Fênix por 3 x 0 sobre o Salus pela segunda divisão do Campeonato Uruguaio, cobrou um arremesso manual. Na sequência do lance, o ala entrou numa dividida e levou a pior. Fraturou a tíbia e o perônio. Ciente de que não alcançaria o status do ídolo Francescoli, passou por cirurgia, fisioterapia e decidiu pendurar as chuteiras. O ciclo estava fechado.
Começava a imersão de Pablo Repetto em outras duas profissões. Virou universitário e começou a estudar economia. Entretanto, a diretoria do Fênix não queria perde-lo. Ofereceu ao ex-jogador o cargo de comandante da categoria sub-17. Repetto topou. Iniciava na nova carreira aos 26 anos. Evoluiu e começou a fazer milagres. O primeiro deles foi alçar o Fênix à primeira divisão do Campeonato Uruguaio na temporada 2006/2007.
O sucesso fez Repetto dar as costas para a economia. O resultado como treinador chegou rapidamente. Começou a chamar a atenção de novos mercados internos e externos. Aceitou proposta do Cerro, do Uruguai. Em seguida, foi parar no Blooming, da Bolívia. Seis vitórias, sete empates e seis derrotas depois, estava demitido e de volta para casa.
Recontratado pelo Cerro, Repetto entrou para a história do clube na edição de 2010 da Copa Libertadores da América. Em 11 de março daquele ano, levou o modesto time uruguaio à vitória por 2 x 1 sobre o Emelec, no Equador. O técnico do adversário era o argentino Jorge Sampaoli, atual comandante do Santos. O triunfo não classificou o Cerro para as oitavas, mas lavou a alma do jovem profissional e escancarou de vez as portas.
Repetto passou pelo tradicional Defensor em 2010, quando conquistou o Torneio Apertura, e permaneceu até 2011. Quase fechou com o Banfield, da Argentina, e assinou contrato em 2012 com o Independiente del Valle, do Equador. Desembarcou no lugar certo na hora certa. O trabalho de quatro anos deu frutos na Libertadores 2016.
Com uma campanha sensacional, o Independiente del Valle terminou a fase de grupos em segundo lugar, atrás do Atlético-MG. Na fase de mata-mata, desbancou o então campeão River Plate nas oitavas de final, o Pumas do México nas quartas e o Boca Juniors nas semifinais, com direito a triunfo no lendário La Bombonera. Só faltou passar pelo Atlético Nacional na decisão do título. A equipe de Reinaldo Rueda faturou a Libertadores.
O vice no torneio continental atraiu convites irrecusáveis e decisões erradas. A passagem pelo Banyas, dos Emirados Árabes Unidos, terminou com demissão. A oportunidade de treinar o Olimpia terminou por causa do Botafogo. O Glorioso, liderado por Jair Ventura, desbancou o tradicional time paraguaio nos pênaltis na fase eliminatória da Libertadores 2017.
Pablo Repetto assumiu a LDU em 4 de julho de 2017 com a missão de devolver o respeito ao clube campeão da Libertadores em 2008 e da Copa Sul-Americana em 2009. O primeiro sinal de que ele está no caminho certo apareceu em dezembro. A LDU conquistou o Campeonato Equatoriano. O time amargava jejum desde 2010. Na abertura desta Libertadores, a LDU bateu o tradicional Peñarol por 2 x 0 no Estádio Casablanca, na altitude de Quito.
Portanto, o Flamengo que se cuide.
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