Todas as possibilidades contra o Peñarol passaram por um nome: Léo Ortiz. Foto: Marcelo Cortes/Flamengo
Madrugada da sexta-feira passada. Impactada pela derrota por 1 x 0 para o Peñarol no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores, a comissão técnica do Flamengo começa a buscar alternativas para a virada no Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu. Léo Ortiz vira palavra-chave na tempestade de ideias do “gabinete de crise” entre Tite, Cleber Xavier, Matheus Bachi, César Sampaio e alguns analistas de desempenho.
Uma das sugestões é resgatar o sistema que catapultou Tite no título da Copa do Brasil em 2001 pelo Grêmio, e na campanha do quarto lugar do São Caetano no Campeonato Brasileiro 2003: 3-5-2. Em tese, seria uma alternativa de compensar a coleção de pontas lesionados (Luiz Araújo, Michael, Everton Cebolinha). Os laterais Varela ou Wesley na direita; e Alex Sandro ou Ayrton Lucas na esquerda, teriam liberdade. O tricolor gaúcho adotou o modelo ao derrotar o Corinthians na final do mata-mata nacional. O Azulão encerrou a primeira edição da Série A na era dos pontos corridos com a melhor defesa. Daí a alternativa para estancar a quantidade de gols sofridos na temporada.
Houve um consenso de que o tempo era curto para a reinvenção. Na era Tite, o Flamengo usou linha de três na defesa em trechos de jogos, como no segundo tempo da derrota por 4 x 1 para o Botafogo no Campeonato Brasileiro. Desde o início, não. O tempo para a sincronização dos movimentos no 3-5-2 era curto. A ideia de usar Fabrício Bruno, Léo Ortiz e Léo Pereira alinhados à frente do goleiro Rossi foi temporariamente arquivada.
Os dias foram avançando e o sistema 4-4-2 ganhou força. Com dois volantes ou apenas um? Com nove ou falso nove? A certeza era que Léo Ortiz precisava entrar no time. As opções começaram a sair do papel. Tite desejava apenas uma alteração. No entanto, seria a mudança. A inserção Ortiz no time definiria o comportamento do Flamengo no Uruguai.
O técnico empurrará o suspense até a entrega da escalação definitiva. Léo Ortiz iniciará o jogo. A questão é no lugar de quem. A primeira opção é no lugar de Pulgar. Nesse caso, ele formaria o meio de campo com Gerson, De la Cruz e Arrascaeta. Há outras possibilidades.
Léo Ortiz pode ser escalado, sim, ao lado de Pulgar. Nesse caso, a comissão técnica guardaria De La Cruz para o andamento da partida e o meio de campo contaria com Pulgar, Léo Ortiz, Gerson e Arrascaeta. Na frente, Gonzalo Plata e Bruno Henrique.
Há um terceiro rascunho, e aí, afetaria o ataque — e não o meio de campo. Léo Ortiz entra e Gonzalo Plata sai. A configuração do meio de campo no 4-4-2 ficaria com Gerson, Pulgar, Léo Ortiz e De la Cruz. Arrascaeta assumiria o papel de falso 9, como nos tempos de Cruzeiro, com liberdade total de movimentação ao lado do atacante Bruno Henrique.
Uma quarta hipótese, a de Gabriel Barbosa ao lado de Bruno Henrique, entrou na pauta, porém as situações físicas e clínicas do ídolo não convenceram. Houve consenso de que o jogador seria imprescindível no banco de reservas rubro-negro. Opção para as situações apresentadas no confronto no Campeón del Siglo. Em princípio, a entrada de Léo Ortiz como titular e a possível utilização de Gabriel são os dois trunfos contra o Peñarol. O zagueiro, uma certeza no apito inicial. O atacante, uma possibilidade no decorrer do jogo.
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