Dorival, Caetano e Dinamite: parceria começou no Vasco, em 2009. Foto: Reprodução/GE
Rodrigo Caetano e Dorival Júnior estão prestes a trabalhar juntos pela terceira vez. A afinidade foi decisiva para o técnico do Brasil indicar quem tanto o indicou a empregos em clubes ao cargo de diretor de seleções na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A informação da iminente contratação do executivo do Atlético-MG foi publicada primeiro pelo colega Jaeci Carvalho, colunista do Estado de Minas, jornal do Grupo Diários Associados, e confirmada pelo blog. O próprio Rodrigo Caetano tentou se esquivar em entrevista ao blogueiro em resposta protocolar, mas o acerto está muito encaminhado.
A parceria começou com sucesso, em 2009. O Vasco havia sido rebaixado para a segunda divisão no ano anterior. Rodrigo Caetano assumiu a missão de devolver o Gigante da Colina à elite. O escolhido para assumir a prancheta cruzmaltina foi justamente Dorival Júnior.
A dupla funcionou. Dorival Júnior montou um time competitivo. Catapultou o Vasco à elite com antecedência e brindou o time com a conquista inédita da Série B. O time cruzou a linha de chegada com 76 pontos contra 69 do Guarani. O treinador comandou jogadores como o goleiro Fernando Prass, o lateral Fagner, o meia Philippe Coutinho, o volante Souza e os meias Carlos Alberto e Alex Teixeira. A equipe deu liga e retornou rapidamente à primeira divisão.
Rodrigo Caetano lembrou novamente de Dorival Júnior no fim de 2013. O dirigente trabalhava na gestão do presidente Peter Siemsen no Fluminense. Vanderlei Luxemburgo havia sido demitido e o cartola procurava um sucessor para a reta final do Campeonato Brasileiro. O tricolor brigava contra o rebaixamento. Ao contrário da passagem pelo Vasco, não houve êxito.
Houve insatisfação com o trabalho de Dorival Júnior nas últimas cinco rodadas. O treinador não ficou. Paralelamente, Rodrigo Caetano foi demitido. O time havia caído em campo para a segunda divisão, mas reverteu a situação no STJD devido ao Caso Héverton. Portanto, a parceria está prestes a ser resgatada no projeto da CBF para a Copa do Mundo de 2026.
Enquanto o colega Jaeci Carvalho cravava a ida de Rodrigo Caetano para a CBF, Rodrigo Caetano se esquivava em entrevista ao blog. “Já repeti várias vezes que não tive convite oficial, pelo menos ainda. Então, não tenho o que me pronunciar”, afirmou o executivo.
A declaração protocolar contrastava com informações de bastidores. O presidente Ednaldo Rodrigues havia sondado Rodrigo Caetano informalmente e demonstrado respeitosamente à cúpula do Galo o interesse de contratar o profissional empregado no clube.
Uma fonte ouvida pelo blog confirmou a aproximação entre a CBF e Rodrigo Caetano, porém mostrou preocupação com o relacionamento entre Ednaldo Rodrigues e o executivo. Segundo o interlocutor, Rodrigo Caetano tem personalidade forte e Ednaldo Rodrigues tem protagonismo na Seleção, centraliza decisões. A fonte lembra que os presidentes não costumam aparecer onde Rodrigo Caetano trabalha. Em 2022, Ednaldo Rodrigues já era presidente da CBF e fez questão de ser também o chefe da delegação do Brasil na Copa do Mundo do Qatar.
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