Maracanã receberá decisão pela segunda vez na era da final única da Libertadores. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol Alejandro Domínguez havia afirmado, em janeiro, que a realização da final única da Copa Sul-Americana de 2023, em Brasília, só dependia da CBF. A capital estava no páreo, tinha preferência, mas a entrada do Rio de Janeiro na briga pela decisão da Libertadores inviabilizou o projeto candango pelo segundo ano consecutivo. A Conmebol se recusou a aprovar duas decisões no mesmo país. Faz parte do jogo político da entidade com os 10 filiados. Houve exceção em 2020 ao Uruguai, anfitrião de torneios femininos e masculinos , mas o momento era de crise sanitária devido ao pico da pandemia. A CBF arriscou quebrar a regra, mas teve de escolher entre sediar a Sul-Americana ou a Libertadores. Preferiu, obviamente, a cereja do bolo.
O blog apurou que o presidente Ednaldo Rodrigues estava empenhado em trazer para o Brasil as duas finais. Ele debateu a possibilidade com Alejandro Domínguez e insistiu até o limite. Escutou do dirigente que o compromisso da entidade era com a realização da final da Sul-Americana no país em 2023 e perdeu a queda de braço. Ao escolher a Libertadores, Ednaldo Rodrigues liberou a Conmebol para optar por Montevidéu como palco da decisão da Copa Sul-Americana. O palco será o Centenário ou o Campeón Del Siglo.
A Arena BRB Mané Garrincha abrigaria a final da Sul-Americana de 2022, em 1° de outubro do ano passado. No entanto, o jogo estava marcado para a véspera do primeiro turno das eleições no Brasil. A pedido da CBF, a Conmebol mudou o confronto de endereço para Córdoba, na Argentina. Logo, Brasília retornou à fila com senha de cliente prioritário. Só não contava com a obsessão da Cidade Maravilhosa de abrigar a decisão da principal competição do continente.
Enfraquecida politicamente depois dos atentados aos três poderes em 8 de janeiro, o afastamento do governador Ibaneis Rocha, a intervenção na segurança pública e a gestão interina de Celina Leão, Brasília foi engolida nos bastidores pelo lobby carioca nos bastidores. A Conmebol deve favores ao Rio. O Maracanã abriu as portas para a final de 2020 da Libertadores. O duelo entre Palmeiras e Santos seria com portões fechados. Teve torcida. A da Copa América 2021 também. Brasil e Argentina jogaram com plateia na arena.
Sim, há dívidas também com Brasília, que abriu as portas do Mané Garrincha para oito jogos da Copa América em 2021, porém o Rio oferece o que a Conmebol mais desejava neste momento: facilidade de logística para os torcedores. Houve muita reclamação em Guayaquil, no Equador. O estádio Monumental não lotou no confronto entre Flamengo e Athletico Paranaense em novembro.
A campanha pelo Maracanã também é uma forma de pressionar pela celeridade na licitação da concessão do Maracanã. O presidente da CBF avisou que deseja mandar mais amistosos e partidas oficiais da Seleção no país e o estádio carioca faz parte do projeto. Flamengo e Fluminense, o Vasco e um grupo econômico de Brasília estão interessados em disputar a gestão. A cessão à dupla Fla-Flu foi renovada, em outubro, por seis meses. Portanto, está perto de expirar. Portanto, voltará ao debate em abril.
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