Certo por linhas tortas, Palmeiras acha o time contra o Cerro Porteño

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Uma infelicidade de Raphael Veiga pode ter ajudado o técnico Abel Ferreira a achar a melhor formação para o Palmeiras a essa altura da temporada. O dono do meio de campo alviverde sofreu luxação aos 12 minutos do jogo. A entrada de Felipe Anderson reposicionou o time, deslocou Estêvão para onde ele tanto deseja atuar e começou a mudar a história da partida.

O Palmeiras iniciou a partida no 3-4-2-1. Estêvão era uma espécie de ala pela direita na linha de quatro, com Piquerez na esquerda. Richard Ríos e Emiliano Martínez formavam o par de volantes. À frente deles, Raphael Veiga e Facundo Torres na conexão com Vitor Roque.

O plano mudou com a lesão de Raphael Veiga. Felipe Anderson entra em campo para assumir a ala direita e Estêvão passa a atuar centralizado, com liberdade para trocar de posição com Felipe Anderson. Além dos dois, Richard Ríos tem papel fundamental na construção da vitória ao acertar 21 dos 23 passes. Aproveitamento de 91%. Um desempenho e tanto para um volante.

Felipe Anderson ficou à vontade na ala direita. Bom para o futebol dele e de Estêvão. Melhor ainda para Richard Ríos. O lance do gol da vitória é bem moderninho. O Palmeiras movimenta a bola de um lado para o outro, hipnotiza o sistema defensivo do Cerro Porteño e abre o placar.

Começa com Felipe Anderson na direita, passa pelo zagueiro Gustavo Gómez no meio, ele aciona Murilo na esquerda, o beque lança Facundo Torres em profundidade, o meia-atacante cruza a bola para a área e Felipe Anderson dá assistência para Richard Ríos. O volante vinha de trás, invadiu a área como se fosse centroavante e marcou. Vitor Roque preparava a finalização.

Antes de fechar com o Palmeiras, Felipe Anderson era usado aberto na ponta direita ou no papel de meia também pela direita na Lazio pelo técnico italiano Maurizio Sarri. Isso ajuda a explicar o conforto dele naquela função fazendo dobradinha com Estêvão.

Por sinal, o menino de 17 anos clama faz tempo pelo direito de atuar onde gosta: no meio de campo, como se fosse o camisa 10. Surgiu assim na base alviverde. O vício do futebol brasileiro de transformar jogadores com esse perfil em pontas retarda o desenvolvimento de um potencial maestro.

Estêvão comunicou mais de uma vez o desejo de atuar centralizado. Vai para o Chelsea porque teve essa garantia por parte da cúpula do time londrino. O técnico italiano Enzo Maresca que se vire para cumprir.

Entre tapas e beijos, ódio o volante Richard Ríos decidiu mais uma partida para o Palmeiras nesta temporada. Se isso não satisfaz a torcida alviverde, o que a deixará saciada? Quem tem um volante com bom passe – e artilheiro – precisa lamber os beiços. O colombiano oferece esse combo ao técnico Abel Ferreira. Os seis pontos estão na conta dele. Escrevi outro dia que Ríos estava se tornando o homem da última bola do Palmeiras. Foi mais uma vez.

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Marcos Paulo Lima

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