Samuel Eto'o assinou contrato neste domingo para ser embaixador do Catar-2022
Aos poucos, o Catar vai montando um elenco de ídolos do Barcelona no time de embaixadores da Copa 2022. Depois do meia Xavi Hernández, campeão em 2010 com a Espanha, o camaronês Samuel Eto’o assinou contrato neste domingo com o Comitê Organizador do próximo Mundial. Xavi e Eto’o conquistaram juntos no time catalão três edições do Campeonato Espanhol (2005, 2006 e 2009), uma Copa do Rei (2009), duas Supercopas da Espanha (2005 e 2006) e um bi da Liga dos Campeões (2006 e 2009).
Xavi e Eto’o são duas das principais estrelas da Qatar Stars League (QSL), como é chamada a primeira divisão do Campeonato do Catar. Xavi acaba de conquistar o título nacional com a camisa do Al-Sadd e será técnico da equipe na próxima temporada. Eto’o veste a camisa do Qatar Sports Club. O time dele terminou a temporada na vice-lanterna e disputará um mata-mata para saber se disputará a elite da competição na próxima versão.
Maior artilheiro da história da seleção de Camarões, Eto’o tem uma imagem fortíssima no mundo inteiro, principalmente na África. Por sinal, foi eleito quatro vezes o melhor jogador do continente em 2003, 2004, 2005 e 2010. Em 2005, ficou em terceiro lugar no prêmio de melhor do mundo da Fifa, atrás do vencedor Ronaldinho Gaúcho e do inglês Frank Lampard.
O cargo de embaixador da Copa-2022 é rentável. Xavi que o diga. O jogador de 39 anos recebe 10 milhões de euros (R$ 45 milhões) por temporada — um montante de 30 milhões de euros (R$ 135 milhões) pelos três anos de contrato. As contrapartidas são defender o Al-Sadd, promovendo a QSL; ser garoto-propaganda da Copa-2022 e conselheiro do projeto Aspire Academy — a fábrica de talentos do Catar.
Além do contrato isento de impostos, Xavi desfruta de vários benefícios desembolsados pelos sheiks do Catar. Mora numa mansão com a mulher, Núria Cunillera e a filha, Asia. Os irmãos dele, Óscar, Àlex e Ariadna têm emprego no país. Além disso, tem carta branca para iniciar a carreira de treinador na próxima temporada à frente do Al-Sadd numa espécie de estágio para o próximo passo na carreira: comandar o Barcelona.
A inspiração é Pep Guardiola. O catalão também jogou no Catar de 2003 a 2005 antes de pendurar a chuteira e iniciar a transição para a carreira de técnico.
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