Brasiliense mostra vulnerabilidade nas duas laterais na estreia de Winck

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Luiz Carlos Winck foi lateral-direito acima da média. Deu azar de concorrer à época com caras tão bons ou melhores do que ele. Carlos Alberto Parreira levou à Copa do Mundo dos Estados Unidos Jorginho e Cafu na campanha do tetra em 1994. Convocado no lugar do lesionado Gil Baiano, Winck virou reserva de Cafu na Copa América do Equador em 1993.

A estreia de Luiz Carlos Winck como técnico do Brasiliense no último domingo no empate por 1 x 1 com o Mixto-MT pela quarta rodada do Grupo A5 da Série D do Campeonato Brasileiro deixou claro para ele um dos pontos vulneráveis do time cangango: justamente as bolas nas costas dos laterais. Eu contei pelo menos 11 ações ofensivas do adversário explorando as fragilidades e/ou a falta de proteção, de cobertura, a Caetano ou PH. Tanto que eles nem terminaram o jogo. Deram lugar a Gabriel Galhardo e a Márcio Duarte.

Das 11 tramas pelas pontas em cima dos laterais, uma terminou no fundo da rede. Igor Vieira cruzou da direita e Caíque cabeceou para empatar a partida. Três minutos antes, um talismã de Luiz Carlos Winck havia aberto o placar para o Brasiliense na Boca do Jacaré.

Quando assumiu o Brasiliense, Winck citou Romário ao blog como uma das referências com quem havia trabalhado. Ambos dividiram o vestiário na passagem pelo Anápolis. Romário é lateral-esquerdo, porém pisou no gramado no lugar de Kaio Nunes. O plano era tê-lo no meio de campo. Deu certo. É dele o chute certeiro da entrada da área no ângulo do goleiro Fernando Henrique depois do passe de Tobinha a partir da ponta-direita.

Chamou a atenção a facilidade do Brasiliense para construir jogadas pelo centro e finalizá-las de longa e média distância. Ponto importante para a sequência da Série D. Em contrapartida, a configuração tática tem pouca profundidade no ataque. Tobinha conseguiu no lance do gol. Joãozinho deu mais agressividade quando entrou no lugar do centroavante Matheus Batista. Deu mais mobilidade ao Brasiliense.

Não dava para exigir algo além do empate por 1 x 1 na estreia de Luiz Carlos Winck. Ele assumiu o time na última terça-feira. Conhecia o elenco de enfrentá-lo na primeira rodada na derrota do Anápolis para o Brasiliense por 1 x 0. Comandá-lo são outros quinhentos, principalmente quando se faz tantas mudanças.

Winck usou seis jogadores diferentes em relação ao time do início da vitória contra o Real Brasília escalado pelo antecessor Paulo Roberto Santos. Wagner, Caetano, Igor Morais, Tarta, Tobinha e Gui Mendes iniciaram a partida. Gustavo Henrique, PH, Aldo, Kaio Nunes e Matheus Batista ganharam a posição nos cinco dias de treino para receber o Mixto no Serejão. Portanto, o novo treinador mudou meio time de uma partida para a outra. Faltaria entrosamento, dinâmica, padrão de jogo, combinações. Há um longo trabalho pela frente.

Não consegui ver a derrota do Real Brasília para o União Rondonópolis no último sábado, mas a situação do time na classificação deixa claro que algo precisa ser feito urgentemente para tirar o time do marasmo. Não está dando liga. Dos times com quatro jogos disputados, dois não pontuaram. O Real Brasília é um deles. O outro é o Audax-RJ. O Humaitá também não venceu, mas disputará o quarto jogo nesta segunda-feira contra o Trem-AP.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Brasileirão Feminino Brasiliense Campeonato Brasileiro Mixto Real Brasília Série D

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