Flamengo depende do aval do Defensa y Justicia para receber jogo no Mané. Marcelo Ferreira/CB. DA. Press
O Mané Garrincha é um elefante (branco) de sorte. De repente, o noticiário ficou favorável ao estádio mais caro da Copa 2014. Na semana em que registrou o pior público da história — 60 pagantes no duelo entre Real e Santa Maria pelo Candangão — e foi desprezada pelo Vasco para o clássico contra o Botafogo pela Taça Rio, a arena de R$ 1,7 bilhão virou alvo de várias competições e pode ter uma agenda bombada em 2019.
Vamos por partes…
É ano de Copa América. Brasília não é cidade sede do evento, mas deve virar destino dos clubes da Série A um mês antes do início da competição continental, em 14 de junho. O Comitê Organizador Local do evento vai preparar e reservar o gramado de cada estádio utilizado na competição (Maracanã, Morumbi, Arena Corinthians, Mineirão, Fonte Nova e Arena Grêmio) a partir de 14 de maio. Consequentemente, os jogos neste período serão restritos e dependerão de avaliação e inspeções periódicas de uma consultoria contratada pela organização do torneio. O controle dos estádios é 100% da organização nos dias de jogos e na véspera das partidas,
O embargo afetará em cheio os mandos de campo do Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, São Paulo, Grêmio, Corinthians e Bahia. Todos terão de procurar um plano B nos 30 dias anteriores ao início da Copa América. É aí que o deficitário Mané Garrincha entra na história. O blog apurou que a dupla Fla-Flu tem sido procurada para fechar pacote de jogos em Brasília no período sem Maracanã. Vasco (São Januário) e Botafogo (Nilton Santos) têm casa própria. Entretanto, também estão sendo assediados para trocar o Rio pela capital em algumas exibições do Brasileirão.
A regra para a comercialização do mando de campo continua a mesma do ano passado: as equipes poderão vender até cinco confrontos durante o Campeonato Brasileiro, desde que contem com a concordância do time visitante e da Federação do clube mandante. Esse recurso não será permitido nas últimas cinco rodadas, ou seja, da 34ª para frente. No ano passado, o Vasco realizou dois jogos em Brasília. O Fluminense veio ao DF uma vez. Corinthians e São Paulo devem se acomodar no Pacaembu. O Cruzeiro, na Independência. O Bahia, no Pituaçu. A tendência é que o Grêmio se mude temporariamente para o interior nesse período.
Uma fonte disse ao blog que o Mané Garrincha também passou a ser alvo do Mundial Sub-17. O torneio seria disputado no Peru. Porém, o país vizinho não cumpriu as exigências da Fifa e a entidade máxima do futebol deve oficializar em breve o Brasil como substituto. O Mundial estava previsto para ser disputado em oito cidades: Chiclayo, Ica, Lima, Chimbote, Piura, Tarapoto, Tacna e Trujillo. Seis seleções estão classificadas: Austrália, Japão, Coreia do Sul, Tajiquistão, Nova Zelândia e o anfitrião Peru, que seria substituído pelo Brasil.
Em 2017, a Índia fez um torneio enxuto, em apenas seis cidades. No total, são 24 seleções espalhadas pelas sedes. Erguido no padrão Fifa, o Mané coloca Brasília na rota do torneio previsto para 5 a 27 de outubro. Com o imprevisto da troca do Peru pelo Brasil, é possível que o evento seja adiado para novembro.
Brasília também está na mira da Supercopa do Brasil. A retomada do torneio disputado em 1990 e 1991 abrirá a próxima temporada, provavelmente em janeiro, com um tira-teima entre o campeão da Copa do Brasil e o vencedor do Campeonato Brasileiro. Na inauguração do estádio, o GDF chegou a cogitar a criação de um evento semelhante batizado de Copa da República, nos mesmos moldes da Supercopa. A ideia não prosperou. A intenção da CBF é levar a decisão em jogo único a estádios deficitários do Mundial 2014. Brasília (Mané Garrincha), Natal (Arena das Dunas), Cuiabá (Arena Pantanal) e Manaus (Arena Amazônia) são os primeiros da fila.
Certo por linhas tortas, o elefante (branco) de sorte pode garantir (mais) um ano de sobrevivência.
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