O atual campeão se despede da Libertadores nas oitavas de final. Foto: Rodrigo Buendia/AFP
Vinte e oito de fevereiro de 2025. John Textor apresenta o técnico Renato Paiva, o terceiro do clube no ano àquela altura da temporada, depois de delegar a prancheta aos interinos Carlos Leiria e Cláudio Caçapa. O mecenas exibe as taças do Brasileirão e da Libertadores na mesa da sala de conferências e acusa o golpe. Provoca o Flamengo, desdenhando da derrota por 3 x 1 na Supercopa do Brasil, no Mangueirão, em Belém.
“Por que eu pedi os troféus? É uma mensagem aos nossos torcedores. Divirtam-se o quanto quiserem com a mídia. Somos os atuais campeões da América e do Brasileirão. Eu ajudei a construir esse clube com a família Botafogo, com uma visão particular. Nós vemos isso como uma pré-temporada. Eu prefiro o Brasileirão à Supercopa do Brasil em qualquer dia. Prefiro a Libertadores à Recopa em qualquer dia”, discursou John Textor.
“Somos os atuais campeões da América até novembro e do Brasil até dezembro. Desfrutem da trajetória. Vocês são campeões. Não há nada para envergonhar-se. Digam aos seus amigos do Flamengo que vocês estão no topo da montanha. Não dá para ser nocauteado no topo na pré-temporada. Tem que ganhar muitos jogos no Brasileirão ou uma competição enorme continental na Libertadores. Nós somos os campeões. Venha nos pegar”, desafiou.
Seis meses depois, o Botafogo está eliminado da Libertadores pela LDU por 3 x 1 no placar agregado das oitavas de final. O Flamengo avançou às quartas e lidera a Série A com 14 pontos de vantagem em relação ao rival carioca. Em ascensão depois de uma exibição encantadora contra o Internacional, no Beira-Rio, o time rubro-negro é a maior ameaça à sucessão alvinegra na sala de troféus das duas competições. O Palmeiras também merece respeito nas duas frentes. O São Paulo é candidato a destronar o Botafogo somente na Libertadores.
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Como diria Al Pacino na cena final do filme Advogado do Diabo (1997), “a vaidade é, definitivamente, meu pecado favorito!”. O Botafogo foi vítima da ostentação e da soberba do dono da Sociedade Anônima do Futebol. A situação é difícil no Brasileirão. A Copa do Brasil virou a boia de salvação em uma temporada marcada por decisões equivocadas de John Textor. Ele imaginou que dar um Ctrl+V + Ctrl+C bastaria para copiar-colar o sucesso de 2024.
Empurrar o Carioca com a barriga, por exemplo. Retardar a contratação do técnico depois da saída de Artur Jorge. Protelar as contratações para o meio do ano — e acreditar de novo na vara de condão do técnico na aceleração do encaixe do time. Nem sempre é assim.
Davide Ancelotti errou, sim, na escalação no duelo de volta contra a LDU, mas é compreensível. Ele precisa de tempo e de respeito. A consideração que faltou a Renato Paiva depois de derrotar o melhor time do mundo — Paris Saint-Germain —, na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, e perder o emprego após a eliminação diante do Palmeiras como se fosse um objeto descartável.
Faltam cinco meses para o fim da temporada, mas a essa altura, aquele lindo triunfo contra o PSG pode ser a melhor memória da torcida alvinegra em 2025. A menos que, obviamente, o mundo volte a apontar para o umbigo do vaidoso John Textor. A bola pune a língua soberba.
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