Sampaoli ganhou o Mineiro em 2020 e encerrou o Brasileirão em terceiro. Foto: Divulgação/Atlético
O sebastianismo do Atlético impressiona. É um dos clubes do futebol brasileiro mais fissurados em trazer técnicos de volta uma, duas ou várias vezes na esperança de que o recontratado restaure a glória, como na crença no mito messiânico Dom Sebastião — o rei de Portugal desaparecido no século 16 na Batalha de Alcácer-Quibir. Basta olhar a lista de treinadores do Galo de 2001 para cá e fazer um checklist nas repetições. Jorge Sampaoli, que largou o Sevilla na zona do rebaixamento do Campeonato Espanhol, fracassou no badalado elenco Flamengo e ficou 10 jogos no Rennes da França, é a bola da vez.
O argentino volta ao Atlético — inclusive com o agressor de Pedro, Pablo Fernández, na comissão técnica — cinco anos depois de deixar na sala de troféus um título do Campeonato Mineiro. Pouquíssimo diante do tamanho do investimento em Sampaoli. Foi uma temporada tumultuada pela pandemia, é verdade. O time alvinegro ficou em terceiro no Brasileirão. Houve eliminação na segunda fase da Copa do Brasil e na primeira da Copa Sul-Americana. A questão é: ele merecia?
Sampaoli desembarca na Cidade do Galo para substituir Alexi Stival. Cuca acaba de encerrar a quarta passagem pelo clube. Crença no sebastianismo de que ele igualaria o sucesso das passagens de 2011 a 2013, quando conquistou a Libertadores; e de 2021, no Triplete no Mineiro, no Campeonato Brasileiro e na Libertadores. As últimas duas passagens terminaram com apenas um título estadual, justamente no início desta temporada.
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Protagonista da primeira conquista do Atlético na Copa do Brasil, Levir Culpi passou pelo cargo cinco vezes. Quatro delas somente neste século. A última terminou sem troféu. Achou muito? Antigamente, a bomba quase sempre caía no colo de Procópio Cardoso. Ele assumiu a prancheta seis vezes na história do Galo.
O Atlético contratou Marcelo Oliveira sete vezes, quatro delas na função de interino. Protagonista da conquista da Copa Conmebol, Émerson Leão teve três passagens pelo Galo. Celso Roth foi e voltou duas vezes ao clube mineiro, a mesma quantidade de Sampaoli.
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