Nova Jersey — As escalações de Carlo Ancelotti são um quebra-cabeça. É preciso ter o manual do puzzle ao lado e prestar atenção nos últimos movimentos das peças. Isso ajuda a explicar, por exemplo, a possível escolha de Gabriel Martinelli para jogar no lugar do lesionado Lucas Paquetá. Vamos aos times configurados por ele nesta Copa do Mundo.
No empate por 1 x 1 com Marrocos, Carlo Ancelotti olhou para o banco, mandou Matheus Cunha aquecer e colocou no lugar justamente de Lucas Paquetá. O time melhorou. Essa é uma primeira pista de quem pode assumir a função do jogador do Flamengo contra a Noruega neste domingo, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Vamos ao segundo jogo. O Brasil abre 3 x 0 contra o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Quem entra no lugar de Lucas Paquetá? Gabriel Martinelli. Guarde esse dado.
Avançamos uma casa e observamos as peças da partida contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami. O treinador tira Lucas Paquetá do time e aciona Gabriel Martinelli.
A partida contra o Japão exigia uma outro situação de jogo. Os orientais encerraram o primeiro tempo vencendo por 1 x 0. Lucas Paquetá saiu lesionado. Ancelotti colocou Endrick em campo na função de nove e recuou Matheus Cunha ao papel de Lucas Paquetá.
Com isso, o Brasil iniciou o segundo tempo encurralando o Japão em um 3-2-5. Casemiro e Douglas Santos protegiam a linha de três defensores formada por Danilo, Marquinhos e Gabriel Magalhães. Na frente, Rayan abria a defesa do Japão aberto pela direita, Bruno Guimarães fazia a meia direita, Matheus Cunha a meia esquerda, Vinicius Junior alargava o campo espetado praticamente com o pé na linha lateral pela esquerda e Endrick entrando e saindo da área no papel de centroavante.
A pergunta: quem entrou no lugar do Matheus Cunha quando Carlo Ancelotti decidiu colocar Gabriel Martinelli em campo? Sim, o camisa 9. Assim, o Brasil passou a ter no quinteto ofensivo Rayan, Bruno Guimarães, Gabriel Martinelli, Vinicius Junior e Endrick. O volante Casemiro empatou o jogo e Martinelli decretou a virada fazendo o papel de meia.
Está claro: na ausência de Lucas Paquetá na Copa, Matheus Cunha e Gabriel Martinelli foram os preferidos. Endrick entrou em um jogo. Pode até dar Danilo Santos, mas o cenário no momento é mesmo favorável ao Gabriel Martinelli contra a Noruega nas oitavas.
Não descarto uma possibilidade. Escrevi até matéria sobre isso no Correio Braziliense. Ancelotti escolher Matheus Cunha para a função de Lucas Paquetá e iniciar o jogo pela primeira vez com Neymar no time formando dupla de ataque com Vinicius Junior. Perguntei na entrevista coletiva deste sábado se ele pensa nessa hipóteses e Ancelotti respondeu que sim, é possível ambos juntos. Mas isso é tema para o próximo post…
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