As lições para o Palmeiras depois do empate amargo com o Porto na Copa

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De New Jersey (EUA) — O Palmeiras merecia ter estreado com vitória na Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Foi superior na maior parte do melhor jogo do torneio após dois dias de lançamento da competição, mas precisa aprender algumas lições necessárias para a partida contra o Al Ahly do Egito na segunda apresentação, novamente no MetLife Stadium.

O primeiro ensinamento é evitar a empolgação. Sim, o Palmeiras enfrentou um adversário europeu. A camisa do Porto pesa. Trata-se de um bicampeão da Champions League em 1987 e em 2004 e do segundo maior colecionador de troféus na história do Campeonato Português, mas sejamos honestos: o Dragão não cospe fogo faz tempo. Portanto, hoje, o time de Martin Anselmi não ocupa a principal prateleira dos clubes do Velho Continente. Foi bom enquanto durou, mas um choque de realidade faz bem, obrigado.

O segundo ponto é conter a crise de ansiedade. O Palmeiras sofreu com ela do início ao fim da partida. São elencos diferentes, épocas distintas, mas o peso de o Alviverde jamais ter conquistado um Mundial validado pela Fifa — luta pelo reconhecimento da Copa Rio de 1951 — está cravado subconsciente do atual elenco do Palestra Itália.

Testemunhei erros bobos de passe, falta de acabamento qualificado no último terço do campo, algumas finalizações precipitadas e alguma falta sorte, como na sequência de três oportunidades desperdiçadas em série. O Porto evitou o gol em cima da linha. O excesso de vontade de decidir fez até com que o Palmeiras se atrapalhasse no bombardeio.

A última lição é o controle emocional. Precisa começar no banco de reservas. Sabe por que o Palmeiras é o terceiro colocado neste momento na classificação do Grupo A da Copa do Mundo de Clubes? Por causa de um cartão amarelo recebido não por um comandado, mas pelo líder do time. O técnico Abel Ferreira recebeu advertência por causa de reclamação.

Os critérios de desempate na fase de grupos são, pela ordem: 1) melhor saldo de gols, 2) mais gols pró, 3) confronto direto, 4) menos cartões vermelhos e amarelos, 5) sorteio. O Palmeiras tem mais punições do que o Al Ahly e o Porto. O Inter Miami é o terceiro colocado. Amarelo de jogador é aceitável. De técnico, não, Abel. Controle-se.

Achei a atuação de Estêvão boa, mas o garoto de 18 anos não precisa tentar resolver o jogo sozinho. Ele se atrapalhou e prejudicou o time em alguns lances. Foi substituído erroneamente no segundo tempo na minha visão. O fora de série da companhia deveria continuar até o fim. Chamo a atenção para outras duas exibições: Gustavo Gómez é garantia de traquilidade, e o garoto Rodrigo Mora, uma tormenta para qualquer defesa.

Por fim, a minha nota 10 vai para a torcida do Palmeiras. Uma legião de palestrinos quebrou o porquinho, juntou cada centavo e invadiu New Jersey e Nova York. Havia um mar verde nas estações de metrô rumo ao MetLife Stadium. No interior da arena, o clima era de Allianz Parque. Os poucos torcedores do Porto foram engolidos pelos fanáticos alviverde.

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Marcos Paulo Lima

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