Lima deixou a posição de volante para fazer gol de centroavante: Foto: Lucas Merçon/FFC
O lance do gol do Fluminense na vitória contra o Atlético-MG no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores é uma aula de aproximação, inversão de papéis e visão de jogo de dois craques. O meia Ganso inicia a jogada como se fosse volante. O lateral-esquerdo Marcelo recebe o passe disfarçado de meia e leva pelo menos três marcadores do Galo na conversa com um lançamento em profundidade para o ponta Keno.
Daí em diante, um drible do ataque em direção à linha de fundo bagunça o posicionamento da defesa do Galo. Brahian Palacio, que havia entrado no lugar de Gustavo Scarpa com a missão de melhor a marcação no lado direito, leva um drible de juvenil de Keno e permite o cruzamento na medida para Lima, sozinho na pequena área, cabecear para o gol como se fosse um centroavante. Ele entrou como volante no lugar de Matheus Martinelli.
Paulinho chega atrasado e desengonçado na tentativa de evitar a finalização. O goleiro Éverson vai com a mão mole na bola e se irrita ao vê-la ultrapassar lentamente a linha aos 42 minutos do segundo tempo.
Há quem critique a média de idade do Fluminense, mas a construção do gol tem várias pitadas de experiência de três trintões. Aos 34 anos, Ganso iniciou a brincadeira. Dois anos mais velho, Marcelo deu sequência ao acionar Keno, 35. Autor dos dois gols tricolores na fase eliminatória contra o Grêmio e o Atlético, Lima teve inteligência na interpretação do lance. Invadiu a área e notou a desordem no sistema defensivo adversário para decidir.
A impressão é de que o lance do gol é um resquício do dinizismo. Uma memória de como o Fluminense chegava à meta adversária na gestão anterior. Mano Menezes agradece. Lima desembarcou no Fluminense em 2023. Fez sete gols. São cinco em 2024. O recorde pessoal são nove bolas na rede em 2020 com a camisa do Ceará.
Mano Menezes exaltou Lima na entrevista coletiva. “Existem jogadores supervalorizados no futebol brasileiro e existem os subvalorizados. Lima está entre esses que são subvalorizados. Falo isso de um modo geral, externamente. Porque ele faz quase tudo certo que a gente precisa que ele faça. Você coloca de extrema, ele sabe fechar para fazer um bom meio e tem qualidade. Define bem, passa bem, domina bem. Se você coloca de volante, como foi possível colocar hoje, ele faz bem. O Fluminense não foi campeão da Libertadores no ano passado à toa. Ele foi porque tem elenco composto de jogadores como Lima. Nos momentos mais importantes eles dão a participação para a equipe”.
Perguntar não ofende. Mano: por que o Lima é reserva?
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