De Paul e Rodrygo, um dos duelos do Superclassico. Arte: Conmebol
É dia de Argentina x Brasil no Estádio Monumental de Núñez pela 14ª rodada das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2026, às 21h. Vale a classificação para os atuais campeões mundiais, a um ponto da vaga, e autoestima da Seleção. A chave da Argentina virou no Maracanã ao conquistar a Copa América por 1 x 0 em 2021. Por que não a chave do Brasil virar em Buenos Aires com triunfo diante da melhor seleção do planeta? É preciso ter fé. A trupe de Lionel Scaloni é favorita na bola e no apoio maciço da torcida. O estádio receberá 85 mil fanáticos. A seguir, apontou 10 motivos para acreditar.
1. Clássico é clássico
Mesmo com menos tempo de trabalho em relação a adversários campeões mundiais, o Brasil derrotou a Inglaterra, em Wembley, empatou com a Espanha, em Madri, por 3 x 3, e suportou 0 x 0 contra o Uruguai nas quartas de final da Copa América de 2024 antes de ser eliminado pela Celeste nas cobranças de pênalti. Motivo: o sarrafo sobe e a Seleção costuma ir ao limite em duelos de alto nível.
2. The Best
Vinícius Junior desembarcou em Buenos Aires sendo o melhor jogador do mundo na última versão da festa de gala da Fifa.
3. Candidato a The Best
O Brasil ostenta o artilheiro isolado da Liga dos Campeões da Europa. Raphinha coleciona 11 gols até as oitavas de final e se o jogador brasileiro mais goleador em uma única edição do principal torneio de clubes do mundo. Ele também é o vice-artilheiro das Eliminatorias da América do Sul com cinco gols, um atrás de Lionel Messi, líder com seis.
4. Atalho
Sim, Otamendi fez o gol da vitória da Argentina no Maracanã no primeiro turno das Eliminatórias, mas o zagueiro não é confiável. Partir para cima dele com a bola dominada pode ser atalho para o gol e até chance de pendurá-lo com cartão. Lembra o que ele fez com Raphinha no clássico de San Juan, em 2021?
5. Saída pelas laterais
Faz tempo que a Seleção Brasileira não iniciava um jogo com dois alas agudos como Wesley na direita e Guilherme Arana na esquerda. Ambos reforçam o poder ofensivo dos pontas Rodrygo, Raphinha e Vinícius Junior. A questão maior é a recomposição e o comprometimento defensivo.
6. Falso-volante
Prestem atenção no Joelinton. O pernambucano é centroavante de origem convertido em volante pela sensibilidade de técnico inglês Eddie Howe. Pós sinal, está jogando bem na posição ao lado de Bruno Guimarães e de Sandro Tonali. Ele pisa na área, tem instinto de gol e pode ser o elemento surpresa do Brasil no clássico, desde que mantenha a cabeça no lugar e não seja expulso como no jogo do primeiro turno, no Rio.
7. Juventude
Se você é daqueles que coloca o dedo em riste e diz que o Brasil precisa de renovação, se liga nessa: a média de idade da escalação de Dorival é de 25,7 anos contra 27,5 da Argentina. O mais velho do Brasil é Marquinhos, com 30. A Seleção vai começar com três jogadores sub-23: Wesley, Murillo e André. Tem mais no banco. Estêvão e Endrick continuam de plantão na reserva.
8. Talismã
Escolhido para ser a referência do ataque, ou seja, o “camisa 9”, Matheus Cunha tem estreia contra a Argentina. Em 2020, foram dele dois dos três gols da Seleção na vitória por 3 x 0 na última rodada do Pré-Olímpico de Toquio-2020 sob o comando do técnico André Jardine. O jogador do Wolverhampton jamais perdeu para o adversário nos duelos na base ou profissional.
9. Raio
Rodrygo não jogou bem em Brasília contra a Colômbia, é verdade, mas o raio cresce horrores em jogo grande. A exibição contra a Espanha no empate por 3 x 3, por exemplo, foi gigante no ano passado. Jogou como se fosse o veterano da turma ostentando a camisa 10. Ao lado de Raphinha, é um dos jogadores mais decisivos deste ciclo para a Copa de 2026 com seis gols. Ele balançou a rede com Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior. Regularidade!
10. Vale por 10
Numa boa, você não precisa dos nove motivos anteriores. Bastava um fortíssimo: Messi, eleito oito vezes melhor do mundo, está fora do clássico! Lamentavelmente, um desfalque importante para o jogo por causa de contusão. Uma preocupação a menos para a Seleção. É que preocupação a menos, não é, Dorival?
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