A nova ordem no gol do trio de ferro: quem vira ídolo?

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Há uma tradição no trio de ferro: os goleiros ídolos. Quase sempre contemporâneos. Houve a época de Ronaldo Giovanelli no Corinthians, Velloso no Palmeiras e Zetti no São Paulo. Mais à frente, a era Rogério Ceni no São Paulo, Dida no Corinthians e Marcos no Palmeiras. Eles foram até juntos à Copa do Mundo de 2002 e conquistaram o título sob a batuta de Luiz Felipe Scolari.

O trio começou a ficar carente na aposentadoria de Rogério Ceni. Ninguém atingiu o status do maior ídolo da história do São Paulo. Rafael é querido, mas está longe disso. A transferência de Cássio para o Corinthians deixou o Corinthians órfão de um sucessor. A saída de Weverton do Palmeiras para o Grêmio instaura definitivamente a troca de guarda.

Há candidatos a ídolo debaixo das traves do trio de ferro. Rafael acumula alguns feitos com a camisa tricolor. Hugo Souza também. Foi fundamental nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Carlos Miguel é neófito com o uniforme alviverde e vê a responsabilidade aumentar com a liberação de Weverton para o Grêmio.

São Paulo, Corinthians e Palmeiras passam juntos por um momento de transição no gol. Rafael está no São Paulo desde 2023 e se firmou na posição. É um dos símbolos dos títulos da Copa do Brasil em 2023 e da Supercopa Rei em 2024. Segura a onda em tempos de crise.

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Hugo Souza chegou ao Corinthians por empréstimo, conquistou a diretoria e foi comprado. Ganhou a posição de titular, principalmente devido aos pênaltis defendidos, e ostenta no currículo as conquistadas da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista no ano passado. Ainda é pouco para chamá-lo de ídolo. Cássio deixou nove título no museu no Timão sem contar uma coleção de defesas milagrosas na memória da exigente Fiel.

Cria do Corinthians, Carlo Miguel desembarcou no Allianz Parque há pouco tempo. Visto com desconfiança, assumiu a vaga durante a lesão de Weverton, foi ficando e será o goleiro de Abel Ferreira nesta temporada. Ele tem 14 jogos no cargo, 50 como jogador profissional.

Há uma nova ordem nas traves do trio de ferro. Só o tempo dirá se Rafael, Hugo Souza e Carlos Miguel atingirão o patamar de ídolos recentes do São Paulo, do Corinthians e do Palmeiras. A missão não é fácil, mas quem disse aos antecessores que seria?

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Carlos Miguel Palmeiras Cássio e Weverton goleiros do trio de ferro Hugo Souza Corinthians ídolos no gol Rafael São Paulo sucessores de Ceni

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