O peso de Casemiro: Fabinho volta à Seleção por recomendação do líder

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A convocação de Fabinho para os amistosos da Seleção Brasileira contra Senegal e Tunísia mostra o peso da opinião de líderes como Casemiro. Dono da braçadeira de capitão nas partidas de outubro contra a Coreia do Sul e o Japão, o volante mencionou o reserva dele na Copa do Mundo de 2022 com alternativa para ser novamente estepe em 2026.

Em outubro, Casemiro foi questionado se era insubstituível e respondeu: “Cada jogador tem a sua característica e gosta de fazer um posicionamento, uma adaptação dentro do campo. Se fosse para eu falar um nome de característica, falaria do Fabinho, que está no Mundo Árabe, mas tem um estilo de jogo parecido. Quando você nos perde, tem que mudar um pouco a característica, jogando com dois volantes, como a maioria dos clubes faz. O que determina é o que o treinador quer… Se você monta o time com Casemiro e não tem esse jogador, você acaba sentindo falta. Dos jogadores que ele trouxe, se for ter que colocar outro teria que mudar o esquema por não ter um jogador mais número 5”, avaliou.

O recado público certamente foi compartilhado antes, internamente, com Carlo Ancelotti. Revelado pelo Fluminense e com passagem por Rio Ave, Real Madrid, Monaco e Liverpool, Fabinho trabalha no Al-Ittihad desde 2023. Imprescindível na era dourada do Liverpool sob o comando de Jurgen Klopp, foi campeão da Champions League em 2018/2019.

“Quero encontrar um perfil que possa encaixar com as características do Casemiro. Temos meio-campistas muito bons, com diferentes perfis defensivos, comparado ao Casemiro. O que o Fabinho tem é essa característica, a estrutura e o conhecimento da posição. E a experiência. É um jogador que está jogando e já atuou em um nível muito alto na Europa”.

A lista de Carlo Ancelotti dá outras pistas. A lei dele não é draconiana. Fabrício Bruno e o goleiro Hugo Souza falharam contra o Japão, mas estão perdoados e continuam no grupo para os amistosos de 15 e 18 de novembro contra Senegal e Tunísia.

A convocação também tem nomes de confiança do Carlo Ancelotti. Richarlison ainda não fez gol com a camisa da Seleção no ciclo para a Copa de 2026. A multifuncionalidade de Danilo e a experiência de Alex Sandro agradam ao técnico italiano. A escolha por Danilo é justificada pela facilidade para jogar em todas as quatro posições do sistema defensivo.

Tive a impressão de que Pedro seria chamado nessa lista. Provavelmente no lugar de Richarlison. No entanto, a contusão do camisa 9 rubro-negro adiou novamente essa possibilidade. Ele tem a característica mais parecida com a de Richarlison. Na interpretação dele, Vitor Roque compete em uma raia diferente de Pedro.

Além de Vitor Roque e Fabinho, o lateral-esquerdo Luciano Juba ganha oportunidade — e não chega a ser novidade. Ele gostou muito do lateral-esquerdo na ida até a Arena Fonte Nova. Chamou Jean Lucas e agora oferece uma oportunidade ao autor de seis gols e oito assistências na temporada. O pernambucano de Serra Talhada tem 26 anos e facilidade para construir como lateral, ponta e por dentro sob o comando de Rogério Ceni.

A convocação é confusa em alguns setores e com critérios de difícil compreensão, mas dá um recado claro. Como Carlo Ancelotti não teve um ciclo inteiro para observações e o tempo até a Copa é escasso desde que assumiu o cargo, Ancelotti vai se escorar na experiência na hora de separar o joio do trigo. André iniciou o ciclo como alternativa para a função de primeiro volante, porém o entra-e-sai de técnico não deu continuidade.

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Marcos Paulo Lima

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