Passe de Paulinho, gol de Hulk: eles fizeram 33 dos 52 gols do Galo no ano. Foto: Pedro Souza/Atlético
Hulk viveu uma noite de Michael Jordan. Assim como o ídolo do Chicago Bulls no badalado “Jogo da Gripe” de 1997 nas finais da NBA contra o Utah Jazz, o paraibano amado pela massa foi para o sacrifício, em Lima, no Peru, na vitória do Atlético-MG contra o Alianza, por 1 x 0, e atuou queimando em febre. Dizem que Jordan teria sido vítima na verdade de uma intoxicação alimentar devido ao consumo de uma pizza estragada, mas no caso específico do super-herói do Galo não há dúvida de que o termômetro estava, mesmo, acima do protocolo médico.
A entrega de Hulk foi importantíssima para manter o Atlético na vice-liderança do grupo com a vaga encaminhada para as oitavas de final. Assim como o Flamengo, o time de Eduardo Coudet tem tudo para ser um dos segundos colocados mais temidos no sorteio do mata-mata. Motivo: o campeão de 2013 tem Hulk, o artilheiro Paulinho e acaba de ganhar um reforço valioso para a evolução do time: o lateral-esquerdo Guilherme Arana está de volta e muda muito o patamar.
Guilherme Arana ficou fora da Copa do Mundo do Catar por causa de uma grave lesão no joelho. Ele foi submetido a cirurgia. Ficou 272 dias sem entrar em campo. Substituiu Rubens aos 22 minutos do segundo tempo, queimou etapas e praticamente retomou a posição. O plano de Coudet era colocá-lo em campo contra o Red Bull Bragantino neste sábado, no Mineirão.
A união de Hulk, Paulinho e Guilherme Arana tem tudo para tornar o Galo ainda mais forte por um motivo simples: há escassez de bons laterais no futebol brasileiro — e mundial. O Flamengo ergue as mãos aos céus por contar com Ayrton Lucas. O Palmeiras desfruta do uruguaio Piquerez e prepara o promissor Vanderlan para sucedê-lo. A lista dos bons para por aí.
Na cobertura de um jogo da Seleção Brasileira, perguntei ao Guilherme Arana sobre o processo de evolução dele na passagem do técnico argentino Jorge Sampaoli pelo cargo. Ele não pensou duas vezes na resposta ao creditar ao atual comandante do Flamengo o aprendizado de atuar mais por dentro, como se fosse um lateral invertido responsável por construir o jogo no meio.
“Hoje em dia você tem que fazer diferentes funções. No ano passado (2020), aprendi a jogar em uma posição nova, que foi com o Jorge Sampaoli, jogando um pouco por dentro. Isso me fez muito bem porque eu não estava acostumado a jogar na parte do meio ali do campo. Sempre joguei por fora, pela lateral. Independentemente de onde eu jogar vou me adaptar super-rápido para manter o meu nível e desempenhar um grande futebol”, disse a este blogueiro.
Eduardo Coudet iniciou a partida contra o Alianza no sistema de jogo 3-1-4-2. O lateral-esquerdo Robens ocupava a ala esquerda alinhado com Hyoran, Zaracho e Pavón no meio de campo. À frente deles, Hulk e Paulinho. Portanto, prepare-se para um segundo semestre infernal com Guiherme Arana impulsionando o setor para abastecer a dupla de ataque responsável por 33 dos 52 gols do time nesta temporada. O equivalente a 63,4% das bolas na rede. É muito!
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