Cinco gols em cinco jogos na Euro Sub-21 de 2017: Saúl tem DNA artilheiro. Foto: Uefa
Detalhes tão pequenos de Saúl Ñíguez Esclápez, que desembarcou na noite dessa terça-feira, no Rio, para passar por exames antes do anúncio oficial como reforço do Flamengo, estão escondidos nos quase sempre ignorados torneios das categorias de base.
Saúl não é atacante, mas gosta de pisar na área e fazer gol desde a formação. Em 2017, o meia foi o artilheiro da Eurocopa Sub-21 e conquistou a Chuteira de Ouro no torneio disputado na Polônia justamente pelo desempenho acima da média na competição da UEFA.
Não foi por falta de atacantes. O elenco comandado à época pelo técnico Albert Celades contava, por exemplo, com Borja Mayoral e Marco Asensio. Saúl colocou a bola debaixo do braço e levou a Espanha à final contra a Alemanha. Perdeu o título, mas convenceu.
O reforço rubro-negro formava o meio de campo pela direita ao lado do volante Marcos Llorente e do também meia Ceballos. À frente deles jogavam Asensio, Sandro e Deulofeu.
O futebol vertical de Saúl deixou uma bola na rede na goleada por 5 x 0 contra a Macedônia do Norte na estreia. Na sequência, mais um na vitória por 3 x 1 contra a Espanha. Só não fez a diferença no duelo com a Sérvia na despedida da primeira fase da competição.
Quem brindou a Espanha com a classificação nas semifinais? Saúl! Em uma exibição de gala contra a Itália, ele marcou três vezes nos 3 x 1 contra a Squadra Azzurra e disparou na artilharia da competição. O compatriota Asensio e o português Bruma ficaram para trás.
O desempenho pessoal de Saúl foi insuficiente para levar a Espanha ao título na derrota por 1 x 0 para a Alemanha de nomes como Max Meyer, Max Arnold e Serge Gnabry, mas bastou para recompensá-lo com a Chuteira de Ouro da Eurocopa Sub-21.
Saúl desembarcou no Galeão nove anos depois daquela performance na Espanha. As temporadas mais goleadoras da carreira profissional dele foram as de 2015/2016 e de 2016/2017. Fez nove gols em cada uma em 48 e em 53 jogos, respectivamente.
O Flamengo precisa de um kicker, de um jogador capaz de decidir jogos com chutes de fora da área em partidas difíceis como a do último domingo, quando o Fluminense montou uma linha de cinco na defesa e desafiou a paciência de Jó do adversário para vencer o clássico.
O espanhol entregará isso e mais um pouco. Versatilidade para jogar como primeiro ou segundo volante e até aberto pela direita ou a esquerda no meio de campo. Lembra Everton Ribeiro em uma característica essencial no futebol moderno: arruma o time taticamente. Filipe Luís precisa muito de um técnico dentro das quatro linhas e Saúl auxiliará Jorginho.
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