A Ponte Preta impôs ao Flamengo a quarta derrota consecutiva fora de casa. Foto: Divulgação/Ponte Preta
1. A tal da barreira dos 20 gols
A 12 rodadas do fim do Brasileirão, a economia de gols dos artilheiros me incomoda. A Série A está a caminho caminho de ter, pela terceira edição consecutiva, um goleador que não conseguirá ultrapassar a barreira dos 20 gols. Henrique Dourado, do Fluminense, é o candidato mais próximo de quebrar o tabu, mas estacionou nos 14. A última vez que o artilheiro marcou mais de 20 vezes foi em 2013: Ederson, do Atlético Paranaense.
2. Se não fosse o Palmeiras…
O Flamengo só não é o mico do ano porque conquistou o Campeonato Carioca. O Palmeiras não faturou nada na temporada. Mas isso não ameniza a campanha patética do clube carioca nesta Série A. A equipe chega à 26ª rodada sem saber se permanecerá ou não na primeira divisão em 2018. Tem apenas 39 pontos depois da derrota por 1 x 0 para a Ponte Preta, um adversário que estava na zona de rebaixamento e conseguiu sair nesta rodada. O Flamengo não vence fora de casa desde a 12ª rodada. Perdeu a quarta consecutiva longe do Rio. Antes, havia sido vítima de Santos, Atlético-MG e Botafogo. O time volta a mostrar os mesmos problemas do fim da era Zé Ricardo e corre, sim, o risco de terminar 2017 sem vaga para a Libertadores. Disputar a Pré-Libertadores já seria um vexame. Reinaldo Rueda deu sua cara ao time para a final da Copa do Brasil, mas no Brasileirão e na Copa Sul-Americana o Flamengo é um bando. Réver come a bola jogando pela direita. Na esquerda, cometeu pênalti e ficou sobrecarregado. Diego Alves pegou o primeiro pênalti com a camisa do Flamengo, mas faltou competência ao ataque. É grave a crise.
3. Regularidade
O Corinthians segue com sua campanha regular contra os chamados grandes do Campeonato Brasileiro. Arrancou empate com o Cruzeiro no Mineirão. Em 25 rodadas, o líder isolado da Série A só perdeu para o Santos. No primeiro turno, venceu Vasco, Botafogo, Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, São Paulo e Santos; e empatou em casa por 1 x 1 com o Flamengo. Neste começo de segundo turno, empatou com Vasco, Cruzeiro e São Paulo. A única derrota para os grandes foi diante do vice-líder Santos. Quanto ao Cruzeiro, muito bacana a postura do Cruzeiro de levar a sério o jogo três dias após o título da Copa do Brasil.
4. Vice de novo?
Não, a pergunta acima não é irônica. Impressionante a capacidade do Santos de brigar dois anos consecutivos pelo título no momento em que está enfraquecido financeiramente diante dos concorrentes. De 2013 para cá, o Peixe perdeu Neymar, Paulo Henrique Ganso, viu Elano pendurar as chuteiras, negociou jogadores como Gabigol e Geuvânio, mas continua incomodando adversários de cofres abarrotados, como o Palmeiras, superado em casa no último sábado. Sinceramente, o desempenho do vice-líder é digno de tirar o chapéu.
5. Enquanto o Barcelona não vem…
Renato Gaúcho vai mantendo o Grêmio ali, como quem não quer nada na caça ao Corinthians. A diferença caiu para nove pontos após a vitória em casa sobre o Fluminense e o tropeço do líder em Belo Horizonte. A situação do tricolor carioca começa a ficar dramática. O time quer terminar o ano com mais um título depois de conquistar a tradicional Taça Guanabara. Está vivo na Copa Sul-Americana. Porém, a zona de rebaixamento começa a aparecer no retrovisor do comandante Abel Braga. Talvez, o foco nas duas competições fique prejudicado. O rival na próxima rodada da elite é o Flamengo. Nas quartas da Sul-Americana também.
6. Ainda é o melhor
Apesar da derrota para o Vitória, em casa, no último domingo, o Botafogo continua sendo o líder do segundo turno com 15 pontos. Um feito e tanto para um time que perdeu Montillo, Camilo, Sassá e soube no último sábado do câncer renal do centroavante Roger. O Glorioso lutou muito para vencer, mas sentiu, sim, a notícia de última hora. Conversei com o zagueiro brasiliense Emerson Silva na noite de sábado, véspera da partida contra o Vitória, e ele admitiu que o grupo ficou chocado ao saber do diagnóstico comunicado ao clube pelo próprio Roger. Quanto ao Vitória, Vágner Mancini vem dando nó em times grandes. Sob o seu comando, o rubro-negro baiano derrotou Flamengo, Corinthians, Atlético-MG e Botafogo.
7. Bicho para a torcida
Se o tricolor paulista escapar do inédito rebaixamento para a Série B, a diretoria terá que depositar o bicho na conta da torcida. Impressionante como ela tem comprado ingressos para empurrar o time. O São Paulo tem a melhor média de público do ano em 24 jogos disputados em casa. Média de 33.393 por jogo. Se o time continua jogando mal, a torcida continua carregando a equipe nas costas, como na vitória por 1 x 0 sobre o Sport. E o Sidão, hein! Os milagres do goleiro nos últimos lances do duelo com o São Paulo foram sensacionais. Por falar em zona de rebaixamento, o Sport, de Vanderlei Luxemburgo, está no Z-4.
8. Só resta saber quando…
Alguém ainda tem dúvida de que o Internacional vai subir para a primeira divisão? Não mais, né! É questão de tempo para o acesso. Se a diretoria mantiver a base desse time da Série B, que não é ruim, e fizer contratações pontuais para a próxima temporada, o Internacional pode, sim, ser muito competitivo em 2018. Como não poderia deixar de ser, o time o meia argentino D’Alessandro é quem tem feito o time jogar bem a essa altura do campeonato.
9. Final nordestina
Vai pintando uma decisão nordestina na Série C do Campeonato Brasileiro. O CSA, de Alagoas, conseguiu uma importantíssima vitória sobre o São Bento, fora de casa, por 1 x 0, no jogo de ida das semifinais. Como o adversário na decisão será Fortaleza ou Sampaio Corrêa, é bem provável que tenhamos uma decisão nordestina. O Fortaleza lidera a série contra o Sampaio Corrêa por 1 x 0 depois da vitória desta segunda-feira. O Nordeste não conquista a terceira divisão do Brasileirão desde 2010, quando o ABC-RN levou a taça.
10. Tá querendo trabalho
A imagem bacana no futebol internacional neste fim de semana foi ver Rogério Ceni nas arquibancadas do Stamford Bridge, em Londres, acompanhando a vitória do Manchester City por 1 x 0 sobre o Chelsea pelo Campeonato Inglês. O ex-técnico do São Paulo mostra que está mesmo a fim de ser treinador. E se brincar deve retomar a carreira bem longe do Brasil. Ainda sobre futebol internacional, escrevi um post no domingo sobre o desempenho de Coutinho, Neymar e Jesus na temporada.
Acréscimo: Enquanto isso na FFDF…
O futebol candango está fechado para balanço, mas o pau continua quebrando nos bastidores. Depois de recorrer à Justiça, o presidente Erivaldo Alves foi novamente destituído nesta segunda-feira da Federação de Futebol do Distrito Federal. Com isso, Daniel Vasconcelos é o herdeiro do cargo, inclusive com a bênção do mandatário da Confederação Brasileira de Futebol. Na terça-feira passada, Daniel Vasconcelos e dirigentes de clubes foram recebidos na sede da entidade, no Rio. A bagunça é tamanha que o sorteio da tabela, remarcado pelo diretor do departamento técnico Márcio Coutinho para a próxima sexta-feira, foi adiada para o dia 20.
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