Jadson, um dos meias-artilheiros da décima rodada do Brasileirão. Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians
1. A rodada dos meias
Foi a rodada dos meias. Dois gols de Guerra na vitória do Palmeiras sobre a Ponte Preta. Gol de Nenê no triunfo do Vasco. Gol de Thiago Neves deu três pontos ao Cruzeiro diante do Coritiba. Gol de Jadson na partida em que o Corinthians bateu o Grêmio em Porto Alegre e ampliou a vantagem na liderança para quatro pontos. Eles nem sempre vestem a camisa 10, mas nada como ter um camisa 10 iluminado, decisivo, justamente naquele dia em que o 9 não está de bem com as redes.
2. A rodada dos importados
É batido, mas é tão implacável quanto a lei do ex: tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Joel trocou o Botafogo pelo Avaí um dia desses. Foi apresentado no último dia 20 pelo Avaí. Pois o africano marcou os dois gols da vitória diante do time carioca nesta segunda-feira. Joel é mais um estrangeiro que brilhou na rodada. O venezuelano Guerra marcou duas vezes na vitória do Palmeiras. O colombiano Berrío deu três pontos ao Flamengo na vitória sobre o Bahia.
3. Método da repetição
Na minha opinião, um dos trunfos de Fabio Carille na excelente campanha do Corinthians é a repetição da escalação e a convicção para substituir quem está fora. Prova de que o time treina à exaustão. Prova de que cada jogador do elenco sabe qual é o seu papel. E de que Fabio Carille tem o grupo na palma das mãos. Não é assim, por exemplo, no Palmeiras. Até a vitória sobre a Ponte Preta, Cuca tinha 12 jogos à frente do Palmeiras. Só repetiu a escalação uma vez, contra o Vasco no Brasileirão e o Inter na Copa do Brasil. Até então, usou 26 jogadores e mudou, em média, quatro peças por jogo. Não é assim também no Flamengo. Zé Ricardo prefere montar o time de acordo com o adversário. A repetição e mudanças pontuais quando necessárias fazem do Corinthians candidato ao título.
4. Foi sem querer querendo…
Fala, sério. O estreante Everton Ribeiro queria chutar para o gol. Sem querer querendo deu assistência para Berrío fazer o gol da vitória do Flamengo. Boa vitória do ponto de vista da classificação. O time rubro-negro está de volta ao terceiro lugar, posição em que terminou no ano passado. Mas continuo achando que, em vez de melhorar, o time piorou. O nível de exigência com o elenco montado neste ano tem que ser outro. É inaceitável jogar tão mal e tomar tanto sufoco do Bahia como aconteceu lá na Arena Fonte Nova.
5. Agora aguenta, tricolor
Quem apostou em Rogério Ceni como técnico que o aguente por dois anos, tempo de contrato do treinador com o São Paulo. Acho injusto pensar em demiti-lo a essa altura dos acontecimentos. Ok, ele foi eliminado no Paulistão, na Copa do Brasil, na Sul-Americana e flerta com a zona de rebaixamento. Mas seja sincero: alguém achou que esse limitado elenco do São Paulo estaria bombando nas três competições neste meio de ano e brigando pelas primeiras posições na Série A? Nem o mais otimista tricolor projetou isso. Rogério Ceni (36,7%) tem o terceiro pior aproveitamento de um técnico do São Paulo na história do Brasileirão, atrás apenas de Oswaldo Brandão em 1971 (35,7%) e de Vail Mota em 1972 (30,3%). Pelo que fez como jogador, Rogério Ceni tem crédito para cumprir os dois anos de contrato. Quanto ao que faz como técnico, pode chegar o momento em que a diretoria terá de decidir quem é maior: o mito ou o São Paulo.
6. Caiu no Horto tá morto (às avessas)
O mantra “caiu no horto, tá morto” joga contra o Atlético-MG neste Campeonato Brasileiro. Se não tivesse perdido 10 pontos no Independência nesta Série A, o Galo teria 23 pontos, ou seja, ocuparia a vice-liderança, três pontinhos atrás do Corinthians. A vitória por sobre a Chapecoense na Arena Condá, com um time pra lá de reserva, foi excelente, mas o Galo precisa recuperar a confiança em casa se quiser continuam sonhando com o título que não conquista desde 1971. Dez pontos perdidos no Horto é demais.
7. Unidos desceremos?
Bahia e Vitória disputaram juntos a Série B pela última vez em 2014. Caíram de mãos dadas para a segunda divisão. Três anos depois, voltam a disputar juntos a Série A. E estão abraçados na zona de rebaixamento. Jorginho e Alexandre Gallo que se cuidem…
8. De Marta a Fumagalli
Ex-técnico de Marta e Cristiane na Seleção Brasileira feminina, Oswaldo Alvarez, brilha na Série B à frente do veterano Fumagalli. Comandado por Vadão, o Guarani lidera a segunda divisão com o Juventude. Ambos têm 19 pontos. O Bugre é o primeiro nos critérios de desempate depois da vitória por 2 x 1 sobre o Náutico no fim de semana. Fumagalli fez os dois gols do Guarani, que não figura na Série A desde 2010. Em 2011 e em 2012, amargou a Série B. De 2013 a 2016, a Série C. Vice da terceirona em 2016, volta a sonhar com a primeira divisão. Aos poucos, o Internacional aprende a jogar a Série B, Venceu o Brasil-RS em um jogo com clima de Gauchão e está de volta ao G-4. Lamentável o quebra-pau no clássico goiano em que o Vila Nova derrotou o Goiás por 2 x 0 e assumiu o terceiro lugar.
9. Prazer, Jegue da Chapada
Próximo adversário do Ceilândia na fase de mata-mata da Série D, o Jacobina-BA, fundado em 1993, tem o apelido de Jegue da Chapada e receberá o atual vice-campeão candango em um estádio que leva o apelido de Maracanã do Sertão — apelido do Estádio José Rocha, com capacidade para 5 mil pessoas. O time comandado pelo técnico Quintino Barbosa, o Barbosinha, foi vice da Copa do Governador da Bahia em 2016 e carimbou vaga para a primeira Série D de sua história. Com a eliminação do Luziânia, o Distrito Federal perdeu a chance de colocar pela primeira vez dois times no mata-mata da quarta divisão.
10. A maldição da fase de grupos
No sábado, escrevi no blog que a Rússia poderia ser eliminada na fase de grupos de um competição pela sexta vez neste século. E foi. Anfitriã da Copa das Confederações, repetiu o vexame de Arábia Saudita (1997) e Coreia do Sul (2001), ambas eliminadas na primeira fase do torneio. Lamentável. Se o sorteio não ajudar, a Rússia pode repetir, em 2018, o que aconteceu com a África do Sul, em 2010: dar adeus à Copa do Mundo na primeira fase. As semifinais prometem bons jogos. O melhor deles? Portugal x Chile. Acho que Cristiano Ronaldo e companhia não suportarão o favorito Chile. No outro duelo, aposto na desmantelada Alemanha diante do México. Minha final: Chile x Alemanha.
A repetição é a mãe da retenção. Abel Ferreira manteve a escalação inicial do…
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…