Os heróis do Brasiliense na decisão por pênaltis contra o Remo, em Belém. Foto: Fernando Torres/CBF
O Brasiliense é o segundo clube da capital a conquistar o título da Copa Verde.
Por sinal, manteve uma tradição: os principais títulos foram conquistados fora de casa.
Foi assim na Série C 2002, no Serra Dourada, em Goiânia, contra o Marília.
Na Série B 2004, na Arena Fonte Nova, em Salvador, contra o Bahia.
Agora, na Copa Verde, diante do Remo, no Mangueirão, em Belém.
Igualou o feito do Brasília, primeiro campeão do torneio na edição inaugural de 2014.
Além do título inédito, pegou atalho para entrar na Copa do Brasil a partir da terceira fase.
Entrará na fase de 16 avos, com 32 clubes, a última antes das oitavas de final.
A seguir, o blog aponta 10 motivos que levaram o Brasiliense ao título no torneio.
1. Presente
Fundado em 2000. o Brasiliense tinha obsessão por um título na temporada em que fez 20 anos. Perdeu o Candangão para o Gama, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Paysandu, caiu na Série D contra o Mirassol, mas contra o Remo soube aproveitar a última chance de se dar um presente.
2. Poder econômico
Faltava espírito vencedor. Ele chegou ao clube com as contratações de reforços do bicampeão candango Gama. O técnico Vilson Tadei e os escudeiros Jefferson Maranhão, Peu, Gustavo Henrique, Balotelli, Michel Platini e Luquinhas injetaram doses de gana por título no sangue amarelo.
3. Técnico
O Brasiliense teve quatro técnicos na temporada: Mauro Fernandes, Márcio Fernandes e Edson Souza. Nenhum arrumou o time com tanta competência como Vilson Tadei. O treinador juntou os cacos do fracasso na eliminação da Série D e rapidamente deu cara nova ao Jacaré na Copa Verde.
4. Por falar no Luquinhas…
Dos 16 gols do Brasiliense, um quarto foi marcado pelo jovem atacante Luquinhas, de 24 anos. O desempenho do vice-artilheiro da Copa Verde foi brilhante na campanha da conquista inédita. Balançou a rede mais vezes que o badalado Zé Love, autor de três bolas na rede na competição.
5. Comprometimento
A identificação de Zé Love com o Brasiliense começa a lembrar a do ídolo Iranildo com o clube. Muitos veteranos passam pelo clube, mas poucos abraçaram a causa como eles. Zé Love tem 24 gols em 36 jogos na temporada. Quando o time precisou dele, não decepcionou. Fez gol na final.
6. Humildade
O goleiro Edmar Sucuri foi injustiçado na temporada. Perdeu a posição para a fama de Fernando Henrique, ex-Fluminense. Com a volta do concorrente ao Santo André, provou o valor dele. Foi decisivo nos pênaltis contra o Vila Nova na semifinais e teve exibição de gala contra o Remo.
7. Calendário
O Brasiliense soube aproveitar o calendário encavalado da Copa Verde. Focado na Série A, o Atlético-GO não usou time titular contra o Jacaré nas quartas. Favoritos, Vila Nova, Remo e Cuiabá estavam desgastados fisicamente e mentalmente com a tensão da reta final das séries C e B.
8. Sessão do descarrego
O Brasiliense era azarado em decisões por pênaltis. Perdeu para o Gama na final do Candangão 2020. Em 2018, foi eliminado da Série D pelo Campinense-PB. Em 2014, deu adeus à quarta divisão nos pênaltis contra o Brasil-RS. Nesta Copa Verde, bateu Vila Nova e Remo da marca da cal.
9. Rejuvenescimento
Está aquém do ideal, mas o Brasiliense rejuvenesceu na comparação entre três jogos relevantes na temporada. A média de idade era de 31,5 anos no vice no Candangão. Caiu para 30 na queda contra o Mirassol-SP. Os 11 titulares diante do Remo-PA na decisão da Copa Verde tinham 29,5.
10. Nervos de aço
O Brasiliense superou o velho complexo de vira-latas dos clubes do Distrito Federal contra adversários goianos e teve personalidade para não se intimidar com um jogador a menos, no Mangueirão, em Belém, contra o Remo, rival com 116 anos — quase seis vezes mais que o time candango.
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