Uso de preservativo em relações estáveis ainda é tabu — e um risco à saúde

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Crédito: Pexels

Deixar de lado o preservativo na hora H pode ser um hábito normalizado em muitas relações de longo prazo — prática tão comum que Juliette Freire foi criticada nas redes sociais ao revelar, no programa Saia Justa, que utiliza a camisinha nos momentos íntimos com o noivo, Kaique Cerveny.

A empresária destacou que o foco da discussão deveria ser a prevenção e o cuidado com a saúde. “Em choque com alguns comentários. Quando a vida sexual do outro tem mais relevância que a mensagem de prevenção, vacinação e saúde pública… Tem algo errado”, escreveu Juliette no X (antigo Twitter) em resposta a alegações de falta de confiança no parceiro.

O preservativo é um aliado na prevenção de ISTs e gravidez não planejada — e é comumente subestimada. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) (2023) do Ministério da Saúde, cerca de 60% dos brasileiros acima de 18 anos afirmam não usar preservativo nenhuma vez em relações sexuais — e cerca de um milhão afirmaram ter diagnóstico médico de infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Entre os comentários de internautas, a queixa mais comum contra o preservativo é a restrição da sensibilidade. Embora de fato a camisinha possa diminuir a sensação física, existem alternativas facilitadoras. Umas delas são as camisinhas extrafinas, como a Olla Máxima Sensação — 58% mais fina para proporcionar uma sensação de proximidade e maior sensibilidade, conforme a empresa.

De acordo com o ginecologista e sexólogo Dr. Vitor Maga, os preservativos mais finos proporcionam uma sensação mais natural durante o sexo: “A espessura reduzida permite maior sensibilidade, menos incômodo e aumento do relaxamento, intensificando o prazer e aumentando o contato entre os parceiros.”

No fim das contas, usar camisinha não é sinal de desconfiança, e sim de responsabilidade — com o próprio corpo, com o parceiro e com a saúde pública. Juliette apenas verbalizou uma escolha consciente que deveria ser mais comum e menos julgada. Em tempos em que as ISTs seguem em alta, normalizar o cuidado é o passo mais sensato e, por que não, também prazeroso. Afinal, proteção e prazer podem — e devem — caminhar juntos.

Bianca Lucca

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