Orgasmo solo: 31% das mulheres relatam mais prazer sozinhas do que com parceiro

Publicado em Vagina

Falar sobre desejo ainda não é simples para muitas mulheres, e os dados mostram que esse silêncio convive com avanços importantes na forma como elas lidam com o próprio prazer. Um levantamento da marca de bebidas G Spot indica que uma em cada dez mulheres não se sente confortável para compartilhar com o parceiro o que deseja sexualmente. Ao mesmo tempo, 75% dizem conseguir conversar sobre preferências e limites na cama, revelando uma dinâmica marcada por abertura parcial.

A pesquisa ouviu cerca de mil mulheres e trouxe à tona um ponto central: o prazer individual aparece, para muitas, como mais acessível. Segundo o estudo, 31% afirmam ter mais facilidade para atingir o orgasmo quando estão sozinhas. Essa relação com o autoerotismo também é percebida como parte do cuidado pessoal, já que sete em cada dez entrevistadas consideram a mastrubação essencial para o bem-estar. Para 26%, inclusive, esse momento é onde se sentem mais à vontade.

Apesar disso, a rotina nem sempre acompanha essa percepção. Apenas 48% conseguem reservar um espaço na agenda para si mesmas, e, quando isso acontece, o tempo médio dedicado ao próprio prazer gira em torno de 30 minutos por semana. Paralelamente, o estudo evidencia lacunas na comunicação íntima: 23% das mulheres dizem guardar fantasias ou tabus que nunca foram compartilhados com seus parceiros, e 9% já esconderam o uso de brinquedos sexuais.

“Acreditamos que reservar um tempo para o prazer pessoal não é apenas um ato íntimo, é um ato de autocuidado. O prazer é uma parte essencial do bem-estar holístico, não é uma busca egoísta, mas a forma mais genuína de autocuidado e autodescoberta. Queremos empoderar as mulheres para que tenham a confiança necessária para encontrar tempo para si mesmas, algo que todas nós precisamos e merecemos”, disse um porta-voz da marca de bebidas que realizou o estudo.

Quando questionadas sobre o que torna o prazer individual mais fácil, a maioria aponta o autoconhecimento como principal fator,  mencionado por 63% das participantes. Em seguida, aparecem a liberdade para explorar fantasias (33%) e a ausência de pressão (32%). Já 19% relatam que, nesses momentos, inseguranças e inibições deixam de ser um obstáculo.

Para criar esse ambiente, diferentes estratégias entram em cena. Fantasiar é citado por 28% das mulheres, enquanto 26% recorrem a conteúdos adultos e 23% à literatura erótica. Há também quem priorize o conforto do espaço (22%) ou aposte em rituais como banho ou ducha quente (20%).