Desigualdade na intimidade: menos da metade das mulheres atinge orgasmo durante o sexo

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Embora o diálogo sobre saúde e bem-estar sexual tenham evoluído, as experiências reais das mulheres ainda revelam desigualdades significativas. Neste Dia do Sexo (6/9), o happn, aplicativo de relacionamentos, e a Pantynova, marca brasileira de sex care, se uniram para criar um guia que ajuda o brasileiro a compreender melhor sua sexualidade e como o tema vem sendo explorado no país.

Um dado central é claro: menos da metade das mulheres relatam atingir o orgasmo de forma consistente durante o sexo, enquanto mais de 70% dos homens afirmam o mesmo.* A diferença se acentua quando analisamos experiências solo: mais de 80% das mulheres dizem sempre alcançar o clímax na masturbação, mas apenas 35% relatam isso com um parceiro. Além disso, em média, 7% das mulheres nunca tiveram um orgasmo. Apesar disso, os números têm mostrado melhora: o Censo do Sexo**, pesquisa da Pantynova realizada em 2022, indicava que apenas 19% das mulheres sempre atingiam o orgasmo durante o sexo.

A geração também influencia a experiência sexual. Para as mulheres, a satisfação tende a aumentar com a idade. Já a Geração Z apresenta desafios específicos: desejam ter mais sexo, mas lidam com instabilidade tanto no prazer quanto na comunicação. Entre os jovens dessa geração, 67% relatam transar menos do que gostariam, e apenas 36% das mulheres e 51% dos homens afirmam atingir o orgasmo de forma consistente com um parceiro. Mesmo na masturbação, considerada um caminho de autoconhecimento, os índices são menores: 56% dos jovens chegam ao clímax sozinhos, contra mais de 75% nas gerações anteriores.

Esses dados evidenciam a importância de uma comunicação aberta sobre sexualidade em uma cultura que ainda a trata como tabu. Uma pesquisa do happn realizada no ano passado*** mostrou que 85% dos solteiros acreditam que conversar sobre sexualidade é essencial para melhorar a intimidade, a satisfação sexual e buscar ajuda profissional. No entanto, muitos ainda enfrentam dificuldades para se expressar: 24% das mulheres e 11% dos homens admitem ter dificuldade de falar sobre sexo, enquanto entre os homens, 33% preferem se calar por medo de julgamento.

“Prazer não é apenas o ato físico, mas algo enraizado na autoconfiança, na comunicação aberta e na conexão verdadeira. Ao cocriar este guia com a Pantynova para o Dia do Sexo, queremos oferecer às pessoas uma ferramenta que ajude a quebrar o tabu em torno da sexualidade, sendo mais abertas consigo mesmas e com seus parceiros,” afirma Karima Ben Abdelmalek, CEO e Presidente do happn.

*Dados do guia do happn + pantynova, com 1990 entrevistados

**Dados do Censo do Sexo, de 2022, da pantynova, com 1813 entrevistados

***Dados da pesquisa do happn, de setembro de 2024, com 3000 entrevistados

Bianca Lucca

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