#Obras de Oscar Niemeyer em Brasília Credito: Iano Andrade STF Supremo Tribunal Federal

STF firmou entendimento contra segunda reeleição nas mesas de assembleias legislativas 

Publicado em CB.Poder

A disputa pela Presidência da Câmara Legislativa ainda vai despertar muitos embates. Mesmo que os deputados distritais aprovem uma emenda à Lei Orgânica do DF para permitir uma segunda reeleição consecutiva dos membros da Mesa Diretora, o que beneficiaria a recondução de Welington Luiz (MDB) na Presidência, alguém poderá questionar a medida no Supremo Tribunal Federal (STF). É que a Corte firmou entendimento, em 2022, de que só cabe uma reeleição ou recondução dos membros das mesas, independentemente de os mandatos consecutivos se referirem à mesma legislatura.

Inconstitucionalidade 

O debate sobre reeleição ocorreu no julgamento de nove ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que tratam de mesas diretoras de assembleias legislativas estaduais. Ficou definido, ainda, que a vedação se aplica apenas ao mesmo cargo e não há impedimento para que integrante da mesa anterior se mantenha no órgão de direção, desde que em cargo distinto.

Precedente alagoano

Em março de 2025, o ministro Flávio Dino, do STF, validou a eleição do deputado Marcelo Victor (MDB) para o quarto mandato seguido na Presidência da Assembleia Legislativa de Alagoas. O caso chegou a ser lembrado na Câmara Legislativa como um possível caminho para uma nova recondução à Presidência da Casa. Os deputados distritais se reuniram para discutir uma alteração na Lei Orgânica do DF, mas prevaleceu a avaliação de que a mudança seria inviável juridicamente, e os parlamentares não quiseram afrontar a Constituição nem uma decisão já tomada pelo STF.

Situação diferente

O precedente alagoano não serve para Brasília. Marcelo Victor só conseguiu o quarto mandato porque o STF, ao fixar a regra atual, preservou as eleições feitas antes da decisão e estabeleceu um marco: só contam os mandatos de mesas eleitas a partir de 7 de janeiro de 2021. Os mandatos anteriores dele ficaram fora da conta. De 2021 para cá, vale a regra nova.

Sem terceiro mandato

E a regra é clara. Em abril de 2021, o ministro Luís Roberto Barroso concedeu liminar para permitir apenas uma reeleição na Assembleia de Alagoas. Em setembro do mesmo ano, o plenário do STF confirmou o entendimento: presidentes de assembleias, e também da Câmara Legislativa, só podem ser reconduzidos ao mesmo cargo uma única vez. Não existe terceiro mandato consecutivo, e a troca de legislatura não muda isso. Qualquer lei local que diga o contrário deve cair no Supremo.

Conta simples

Na CLDF, a conta é simples. O mandato da Presidência é de dois anos. O atual presidente foi eleito em 1º de janeiro de 2023, no início da legislatura, para comandar a Casa no biênio 2023-2024. Em agosto de 2024, em eleição antecipada, foi reconduzido para o biênio 2025-2026. São dois mandatos seguidos, ambos depois do marco de 2021. Ou seja, a única recondução permitida pelo STF já foi usada, e ele não poderia disputar a Presidência novamente para 2027-2028.

Acordo

Mas um acordo entre os deputados distritais pode alterar tudo.

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Caminho dos governadores do DF

Na história da nossa capital, o Distrito Federal teve seis governadores eleitos em voto popular: Joaquim Roriz, Cristovam Buarque, José Roberto Arruda, Agnelo Queiroz, Rodrigo Rollemberg e Ibaneis Rocha. Nesta eleição, apenas Agnelo conseguiu voltar a exercer mandato, embora — com exceção de Roriz, que morreu há oito anos — todos estivessem dispostos a conquistar um mandato. Cristovam e Rollemberg não se elegeram deputados federais. Arruda foi impedido pela Justiça de concorrer a um mandato de governador. Ibaneis, eleito e reeleito governador, pretendia disputar o Senado, mas desistiu. Agnelo teve 43.542 votos e está de volta à política.

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Bancada das mulheres bolsonaristas

O Distrito Federal elegeu a bancada dos sonhos do ex-presidente Jair Bolsonaro no Senado. Nos próximos oito anos, a capital do país será representada nos tapetes azuis do Congresso por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, a mulher e uma das parlamentares mais sintonizadas com as pautas conservadoras defendidas por Bolsonaro, inclusive nas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para completar a bancada, até 2031, Damares Alves (Republicanos), outra importante defensora da
pauta bolsonarista.

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Mulheres na disputa

Entre as 27 unidades da Federação, apenas uma governadora está eleita. É Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco. Em outras quatro, mulheres estão no páreo para chegar ao Executivo. São elas: Mailza Assis (PP), no Acre; Celina Leão (PP), no Distrito Federal; Professora Dorinha (União Brasil), em Tocantins; e Professora Maria do Carmo (PL), no Amazonas. 

Reduto petista na Chapada

Alto Paraíso foi o município onde o candidato petista teve proporcionalmente mais votos na disputa ao governo de Goiás. No município, Daniel Vilela venceu a eleição, com 47,69%, mas o petista Luis Cesar Bueno conquistou 26,12%. Foi o melhor desempenho do partido no estado.

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Mandou bem / O deputado distrital Max Maciel (PSol) foi reeleito com votação recorde na Câmara Legislativa. Teve
92.234 votos.

Mandou mal / Políticos tradicionais, como Renan Calheiros, Roseana Sarney, José Dirceu e Benedita da Silva, foram reprovados nas urnas.

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Enquanto isso… Na sala de Justiça / Para a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF), o impeachment do ministro Alexandre de Moraes é a prioridade da nova bancada de senadores do PL que toma posse em 2027. “Isso é inegociável”, afirma.

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Só Papos

“O Brasil não tá mais dividido. Tá todo mundo do mesmo lado. O Brasil tá do lado da mudança. Esse é o novo Brasil que você já escolheu”

Flávio Bolsonaro (PL)


“Mudar não é voltar ao passado. Mudar não é perder o que a gente já conquistou. A mudança tem de ser no rumo certo. Mudar é andar para frente”

Presidente Lula

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