ANA MARIA CAMPOS
As críticas do chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, sobre a jornada de trabalho de policiais civis causaram desconforto na categoria por dois motivos.
Primeiro, ele sempre foi considerado um aliado da Polícia Civil nas negociações pela paridade. Foi, por iniciativa de Sampaio, inclusive, que surgiram propostas de reajustes.
Em segundo lugar, o discurso foi interpretado como político, uma declaração explícita, estratégica, de confronto à classe que tem se manifestado em conflito com o governador Rodrigo Rollemberg.
O tom das declarações incomodou tanto que o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, divulgou uma nota para contestar a versão de que a categoria trabalha pouco e não cumpre horário.
Foi a mais contundente manifestação de Seba em defesa da PCDF rebatendo um integrante do próprio governo. Isso foi possível porque a categoria tem apresentado resultados.
Diz um trecho da nota do diretor-geral: “Em relação às reiteradas operações policiais, amplamente noticiadas, importa salientar que, mesmo abatidos pelo cenário econômico que afasta, por ora, a legítima paridade remuneratória da PCDF com a Polícia Federal, os policiais civis têm demonstrado alto grau de comprometimento com a população do Distrito Federal, elucidando crimes graves e realizando operações de relevância, visando reprimir a atuação de organizações criminosas e, ainda, garantir a histórica redução de criminalidade que vem sendo veiculada pelo Governo de Brasília”.


5 thoughts on “Sergio Sampaio: de aliado a crítico da Polícia Civil”
Discordo Sr. Eric Sebba: Se a PC, PM, Detran entre outras estivessem a serviço da população no horário regular (8 horas diárias) a violência no DF não estava nesse patamar em que sair de casa é um perigo constante. Se o pessoal da segurança pública cumprisse o seu horário, horário que todo trabalhador cumpre, não seria necessário milhões e mais milhões, efetivo e mais efetivo para esse setor, dinheiro que faz falta para a educação de jovens, que por falta de oportunidade, vão para a criminalidade dar despesa ao estado. A sua visão é equivocada, a segurança deveria ser a necessária, mas hj, por diversos motivos, inclusive o horário de trabalho das categorias da segurança, virou questão de emergência, vide Rio de Janeiro. Mude sua visão que o país tem solução.
Muito inteligente sua colocação onde diz “horário que todo trabalhador cumpre”. Faça essa sugestão também aos criminosos para que cometam seus crimes nos horários de expediente. ok?
8 hrs é muito menos que trabalhamos , inclusive feriados , finais de semana. E tome nota que não recebemos nenhum real para trabalhar além da jornada, fazemos isso simplesmente para cumprir a missão. Falo pela PCDF, não sei de outros órgãos , se o senhor duvida te convido para passar uma semana na minha delegacia para tomar ciência do nosso trabalho e parar de falar bobagem sobre o que o senhor não conhece. Sobre o efeito só pode estar de brincadeira , em 1993 existiam mais policiais civis do que hoje.
A polícia civil virou polícia política, contaminada pelo que há de pior no sindicalismo “engajado”.
Brasília n precisa disso.
Quer paridade com a PF? Faz concurso para a PF e sai desse retangulo chamado DF diretamente para algum municipio do amazonas de 10 mil habitantes, onde a cidade mais proxima fica a 5 dias de voadeira. “Sempre foi assim” nao e argumento; sempre houve roubalheira, mas estamos evoluindo. Afinal, alguem ja precisou da policia civil? Alias, pra que serve a policia civil se somente 7% dos inqueritos sao relatados? Ja ganham bem demais para ficar dando carteirada em show e arrumando confusao na rua. Chega de farra com o dinheiro DA UNIAO (isto é: com as receitas geradas por todos os Estados, dentre eles os mais ricos – rio e sao paulo – onde os policiais vivem em GUERRA para ganhar 1/4 desse pessoal aqui do retângulo da fantasia.