Rosso anuncia apoio a Álvaro Dias e nega retaliação a Alckmin

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ALEXANDRE DE PAULA

O pré-candidato ao Palácio do Buriti Rogério Rosso (PSD) anunciou apoio ao presidenciável Álvaro Dias (Podemos), em coletiva na sede regional do PSD, na tarde desta terça (7/8). O evento contou com a participação de lideranças nacionais do Podemos e do PSC, como o senador José Amauri (Podemos, do Piauí) e o deputado federal pela Paraíba Marcondes Gadelha (vice-presidente nacional do PSC).

Com o nome Unidos pelo DF, a coligação final é formada por PSD, PRB, PSC, Podemos, Solidariedade e PPS. O pastor Egmar Tavares (PRB) será o vice. O senador Cristovam Buarque (PPS) e o empresário Fernando Marques (Solidariedade) concorrem ao Senado. O PSC chegou a anunciar, no domingo, apoio para Ibaneis Rocha (MDB), mas voltou atrás. O vice de Álvaro Dias, Paulo Rabelo de Castro, é do partido.

Rosso destacou que a escolha por Álvaro Dias se deu por afinidades em questões programáticas e pela garantia de que, caso eleito, ele daria apoio ao Distrito Federal nas áreas de saúde, educação e segurança pública. “Respeitando o voto e o compromisso de cada partido do nosso grupo, já que Álvaro Dias se compromete a enterrar a reforma previdenciária, a fazer a reforma tributária para o país voltar a ser competitivo e a trabalhar de mão dadas nas três áreas essenciais aqui no DF, oficializo o nosso apoio à campanha dele”, justificou.

Rosso negou que a aliança com o presidenciável do Podemos seja uma retaliação ao apoio de Geraldo Alckmin (PSDB) à candidatura de Alberto Fraga (DEM) ao GDF. O PSDB fez parte do grupo político capitaneado por Cristovam, no início, e o deputado federal Izalci Lucas, hoje pré-candidato ao Senado no grupo de Fraga, chegou a a ser anunciado como cabeça de chapa. Nacionalmente, o PSD é aliado dos tucanos.

“Alckmin é meu amigo e me ligou ontem para desejar boa sorte. Por outro lado, eu espero que ele pare de falar que servidores públicos são privilegiados”, disse Rosso. Ele aproveitou para defender o funcionalismo público e garantir novamente que reajustes e a paridade do salário da Polícia Civil com a Federal serão um dos primeiros atos de seu governo.

Suplências

Para completar a chapa, foram anuciados os suplentes de Cristovam Buarque e Fernando Marques para o senado. Bispo Manoel Ferreira (PSC) ocupa a primeira suplência de Cristovam e o ex-secretário de educação Marcelo Aguiar (PPS) fica com a segunda.

O pastor João Luiz Clerot (Podemos) será o primeiro suplente de Marques e o vice-presidente regional do PSD, Arthur Bernardes, completa a chapa. Todos os partidos se uniram para a disputa pela Câmara dos Deputados. PPS e PSC vão sozinhos para distrital. Os outros partidos se dividiram em duas chapas (PSD/Podemos e PRB/Solidariedade) para a Câmara Legislativa.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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