Após operação que investiga tráfico de influência, GDF suspende análise de ampliação do Shopping Iguatemi

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Um dos alvos da investigação da Operação 12:26, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Civil, o processo de ampliação do potencial construtivo do Shopping Iguatemi foi paralisado pelo governo. O pedido da empresa para ampliar a área passível de construção tramitava na Secretaria de Gestão do Território e Habitação mas, diante das denúncias de suposto tráfico de influência para acelerar a autorização, a pasta decidiu sobrestar o andamento do processo administrativo.

O Shopping Iguatemi pleiteia, desde 2013, a autorização legal para aumentar o potencial construtivo do lote. Em dezembro de 2016, a empresa solicitou a ampliação do índice de 0,5 para 1,5, o que implicaria um aumento significativo da área construída do shopping, gerando impactos no tráfego da região do Lago Norte.

A Secretaria de Gestão do Território negou o pedido e, no ano seguinte, o Shopping Iguatemi questionou a negativa, com o argumento de que outros shoppings da cidade têm potencial construtivo muito superior ao estabelecimento. No fim de 2017, a administração do Iguatemi apresentou novos estudos técnicos de tráfego, pedindo então o aumento do potencial construtivo de 0,5 para 1,00.

Estudos

A equipe técnica da Segeth chegou à conclusão de que seria possível uma ampliação de 0,5 para 0,7, mas os estudos não chegaram a ser encaminhados para a Câmara Legislativa, com uma proposta de alteração do projeto da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Até esta terça-feira, o processo ainda tramitava internamente na Segeth.

Diante da deflagração da Operação 12:26, o governo decidiu sobrestar o andamento do processo administrativo relativo ao pedido do Shopping Iguatemi. “Esse é um fato superveniente relevante, vamos aguardar o desfecho das investigações”, explicou Thiago de Andrade, secretário de Gestão do Território.

O secretário lembrou ainda que qualquer alteração de potencial construtivo tem que ser submetida à Câmara Legislativa, por meio de projeto de lei complementar. “Não é um rito administrativo discricionário que possa envolver apenas a vontade do gestor”, argumentou o secretário.

Em nota, o Shopping Center Iguatemi Brasília esclareceu “que todos os requerimentos inerentes aos planos de expansão do empreendimento foram devidamente protocolados atendendo aos trâmites legais”.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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