Ana Viriato
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou a base aliada da Câmara Legislativa para uma reunião na Residência Oficial, nesta quarta-feira (11/1), às 19h. O encontro seria realizado poucas horas antes da votação do projeto de decreto legislativo que, se aprovado, pode derrubar os reajustes nas tarifas de ônibus e do metrô, impostos pelo Executivo local no último dia útil de 2016. Depois de apenas três distritais confirmarem presença, Rollemberg desmarcou o encontro.
Até o fechamento desta matéria, o CB. Poder conseguiu contato com 16, dos 24 parlamentares do colegiado. Treze distritais demonstraram apoio à revogação da revisão tarifária; as assessorias de imprensa de Juarezão (PSB) e Cristiano Araújo (PSD) anunciaram que os deputados estarão ausentes; e Lira (PHS) afirmou que revelará o posicionamento apenas no momento da votação.
Para entrar em vigor, o projeto de decreto legislativo precisa do consentimento da maioria simples em plenário. O quórum mínimo para deliberação é de 13 parlamentares. Caso a resolução seja aprovada, terá validade a partir da publicação no Diário Oficial do DF.
Debate
Rodrigo Rollemberg teve dois encontros oficiais com os deputados para discutir o reajuste das passagens. Durante os encontros, os parlamentares assumiram o compromisso de revisar, junto ao colegiado da Câmara, logo no início de fevereiro, projetos que concedem gratuidade no transporte candango. E comprometeram-se, ainda, a destinar R$ 50 milhões, provenientes de sobras parlamentares, ao Palácio do Buriti, caso o governo suspendesse por 15 dias os efeitos da resolução.
Rodrigo Rollemberg, entretanto, alegou que a situação é inviável. Segundo o chefe do Palácio do Buriti, só há em caixa R$ 173 milhões para subsidiar o transporte este ano, valor suficiente para a manutenção do serviço até o fim de março. O governador, aliás, afirmou que, caso a Câmara aprove o projeto de decreto legislativo, recorrerá à Justiça para manter a revisão.
Confira como os deputados distritais pretendem votar:
Agaciel Maia (PT) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Bispo Renato Andrade (PR) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Celina Leão (PPS) – Vota pela derrubada do decreto
Chico Leite (Rede) – Vota pela derrubada do decreto
Chico Vigilante (PT) – Vota pela derrubada do decreto
Cláudio Abrantes (Rede) – Vota pela derrubada do decreto
Cristiano Araújo (PSD) – Ausente
Joe Valle (PDT) – Vota pela derrubada do decreto
Juarezão (PSB) – Ausente
Julio Cesar (PRB) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Liliane Roriz (PTB) – Vota pela derrubada do decreto
Lira (PHS) – Revelará o voto nesta quinta-feira
Luzia de Paula (PSB) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Israel Batista (PV) – Vota pela derrubada do decreto
Reginaldo Veras (PDT) – Vota pela derrubada do decreto
Rafael Prudente (PMDB) – Vota pela derrubada do decreto
Raimundo Ribeiro (PPS) – Vota pela derrubada do decreto
Ricardo Vale (PT) – Vota pela derrubada do decreto
Robério Negreiros (PSDB) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Rodrigo Delmasso (Podemos) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Sandra Faraj (SD) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Telma Rufino (PROS) – O CB.Poder não obteve retorno até o fechamento desta matéria
Wasny de Roure (PT) – Vota pela derrubada do decreto
Wellington Luiz (PMDB) – Vota pela derrubada do decreto


3 thoughts on “Na véspera de votação sobre reajustes, Rollemberg convoca base aliada para reunião”
Não fazem mais que sua obrigação ao ser contra essa afronta ao povo, sobretudo, àqueles que utilizam o transporte público e àqueles que empregam pessoas no comércio local, que passa por muitas dificuldades.
O povo vai pagar de qualquer jeito, pois o subsídio à passagem sai do bolso do contribuinte. A diferença é que se aumentar a passagem apenas quem usa o transporte passará a pagar mais (lembrando que o subsídio continuará, só que um pouco menor).
Sim. O povo sempre pagará, assim como paga os inúmeros auxílios aos distritais e a outros marajás. A CLDF tem de derrubar esse aumento IMPOSTO na virada do ano e que onera tanto o trabalhador e os empresários. Além disso, o GDF tem de fiscalizar quem usa o cartão indevidamente ou burlando o sistema. Assim como o GDF tem de fiscalizar essas empresas, sobretudo as quais já maquiaram as planilhas de gastos.
O que complica é a falta de gestão e não a concessão do benefício.