Pior momento da pandemia no DF passou, diz Ibaneis

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Alexandre de Paula
Denise Rothenburg

O pior momento da pandemia no Distrito Federal, segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), passou. Em entrevista ao Correio, o chefe do Palácio do Buriti afirmou que a tendência agora é de queda. Segundo especialistas, no entanto, o momento ainda inspira cuidados.

“Você tem um cálculo de que, para cada pessoa que teve infecção, há 10 que tiveram contato com o vírus. Isso coloca o DF em torno de 800 mil pessoas que tiveram contato. Então, isso nos dá a tendência de queda e, no próximo mês, deve cair de forma mais acentuada”, comentou.

“Sem dúvida nenhuma, o pior momento já passou, mas isso não quer dizer que as pessoas tenham que relaxar. O uso de máscaras é necessário, a não aglomeração se faz necessária”, disse. “A multa continua e a fiscalização também.”

O emedebista avalia que a capital não passará por uma segunda onda de infecções e que a estrutura do sistema de saúde local é capaz de suportar a demanda do DF. “Já vemos uma queda, tanto que temos uma quantidade de leitos sobrando tanto de UTI quanto de enfermaria.”

Ibaneis contesta a avaliação de epidemiologistas e infectologistas de que a abertura de bares e restaurantes, além de outras atividades comerciais, foram fatores primordiais para o crescimento do número dos casos nos últimos meses.

“O resultado de julho (mês com maior número de casos) seria esse de qualquer maneira, até porque, quando chegamos em torno de 42% só de isolamento, a gente sabia que o máximo que conseguíriamos manter era próximo de 40%. Hoje, nós temos média de 39%. Então, (a abertura) não tem esse efeito que é colocado. O isolamento só serve para uma coisa: preparar o sistema de saúde. E isso foi feito aqui no DF”, argumentou.

Prisões

Segundo o emedebista, as prisões do secretário de Saúde afastado, Francisco Araújo Filho, e de parte da cúpula da pasta foram exageradas. Eles são alvo de operação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que investiga supostas irregularidades na compra de testes rápidos. Na visão dele, o afastamento do cargo seria suficiente para que o trabalho de apuração fosse feito.

O governador afirmou que acredita que não houve corrupção nos casos investigados pelo Ministério Público. “Do meu ponto de vista, não acredito que haja culpa. Li os documentos. Sou advogado e não vi ali nenhum fato que pudesse levar a essa prisão, mas é direito do Ministério Público fiscalizar e é direito do Poder Judiciário decidir”, declarou.

“Agora, caso seja comprovado, cada um com a sua culpa. É bom deixar claro isso. Tenho convicção de que não participei de nenhum desses atos e, até que se apresente a denúncia e se faça a defesa, eu os tenho como inocentes”, acrescentou.

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