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Para não alimentar uma crise política, o inquérito em que a secretária de Segurança Pública e Paz Social, Márcia de Alencar, será ouvida na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) é tratado com o máximo sigilo. A intimação, como a coluna revelou ontem, chegou ao gabinete de Márcia no fim da tarde de segunda-feira. Mas os motivos que a levarão a prestar depoimento não são revelados.
O cuidado da Polícia Civil é óbvio. No modelo de gestão do DF, a instituição não é hierarquicamente subordinada à pasta comandada por Márcia, mas os trabalhos são vinculados. Há meses, a relação entre policiais e a secretária é tensa por conta de declarações que ela deu e pelo desgaste do governo Rollemberg, fruto de uma negociação salarial frustrada. Márcia diz que foi mal interpretada e que frases foram colocadas fora de contexto nesses momentos de crise.
Mas as rusgas permanecem, embora em solenidades oficiais tudo ocorra na maior tranquilidade. No dia da intimação, por exemplo, o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, participou normalmente de um evento cívico na Secretaria de Segurança, quando foram hasteadas as bandeiras das forças de segurança, ao som do Hino Nacional executado pela banda da Polícia Militar.
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