“Paridade entre polícias não deve ser feita automaticamente”, aponta Miragaya

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Candidato do PT ao Palácio do Buriti não garante que atenderá reivindicação de agentes da Polícia Civil, em caso de eleição. “Se todos pensarem em equiparar os salários, não teremos recursos”, disse

AUGUSTO FERNANDES

O candidato do PT ao Palácio do Buriti, Júlio Miragaya, disse nesta terça-feira (4/9), em entrevista ao programa CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília —, que o reajuste salarial para funcionários públicos de Brasília precisa ser pensado com mais calma. Utilizando o exemplo dos policiais civis, que pedem paridade com os agentes da Polícia Federal, o candidato teme que não haja orçamento disponível para tal decisão.

“No Brasil, existe a prática de conceder paridades. No entanto, vai chegar a hora em que todos os servidores estarão no teto (salarial). Se todos pensarem em equiparar os salários, não teremos recursos. De qualquer forma, essa não é uma decisão estritamente econômica. Quanto aos policiais, temos que analisar as atividades e o plano de carreira de cada um. Do ponto de vista imediato, não vejo a questão de os civis terem o mesmo salário dos federais como algo automático”, justificou.

Com apenas 3% das intenções de voto, segundo levantamento feito Instituto Opinião Política no mês passado, Miragaya quer usar a influência do ex-presidente Lula no Distrito Federal para crescer a sua popularidade nas regiões administrativas — a mesma pesquisa apontou que 20% dos brasilienses votariam no petista caso ele concorresse à presidência neste ano.

“Tenho plena consciência de que sou conhecido por uma parcela mínima da população. Mas acredito que entrando gradativamente nas áreas onde o Lula tem uma boa penetração, tenho a possibilidade de atingir um percentual de votos suficientes para ir ao segundo turno. O meu nome foi lançado à candidatura muito tarde, mas ainda é possível remediar esse tropeço”, destacou.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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