Da coluna Eixo Capital, por Ana Maria Campos
O Solidariedade, em federação com o PRD, passou os últimos meses em conversas com a deputada Paula Belmonte (PSDB). Se o ex-senador José Antônio Reguffe, do Solidariedade, topasse ser candidato ao Senado ou a deputado federal, a aliança estaria feita na chapa. Ele preferiu não concorrer e o Solidariedade partiu para uma aliança com Celina Leão (PP). O movimento ampliou ainda mais a frente de partidos que apoiam a reeleição da governadora. Mas foi negativo para Paula, que vai para uma campanha solo, com apoio apenas do PSDB. Reguffe garante que, apesar de seu partido entrar na coligação de Celina, ele fará campanha para Paula Belmonte. A ligação da federação com a candidatura da tucana era tão forte que o advogado Felipe Belmonte, marido de Paula, é o presidente do PRD-DF.
A governadora Celina Leão (PP) passou a tarde e a noite de ontem revendo a proposta de seu “Plano de Governo 2027/2030”. Uma a uma, ela analisou todas as propostas consolidadas em 31 páginas e sugeriu mudanças pontuais no texto elaborado pela equipe de campanha. Dividido em cinco eixos, o texto tem a marca pessoal dela, que leu frase por frase.
A candidata Paula Belmonte (PSDB) terá um representante da história de JK em sua campanha. Guto Felício dos Santos (PSDB), anunciado como candidato ao Senado, tem a história ligada à trajetória do ex-presidente. Carlos Murilo Felício dos Santos, pai do Guto, era primo, considerado filho por Juscelino. Guto cresceu ouvindo os pais, Carlos Murilo e Déa Pimenta Felício dos Santos, contando histórias dos tempos de JK. Hoje, Guto trabalha no ramo do mercado imobiliário e é um dos sócios do bar Patinho Feio, na Asa Norte. É casado e tem dois filhos.
Termina hoje, às 19h, o prazo para que partidos políticos, federações e coligações registrem na Justiça Eleitoral as candidaturas que disputarão as eleições de outubro. O prazo vale para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital. No Distrito Federal, ainda há algumas incertezas. Até ontem, apenas cinco das 11 candidaturas ao Palácio do Buriti tinham pedido de registro protocolado: de Kiko Caputo (Novo), Robson Raymundo (PSTU), Samara Mineiro (UP), Ricardo Cappelli (PSB) e de Elisson Ferreira (Agir).
O ex-deputado distrital Agaciel Maia (PL), que nos últimos anos esteve no cargo de secretário de Relações Institucionais do DF, registrou candidatura para deputado federal. Ex-diretor-geral do Senado, Agaciel sempre sonhou com a volta ao Congresso como parlamentar. No Senado, ele teve tanto poder, que era chamado de 82º senador. Mas nada se compara com o mandato real. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, quer priorizar a eleição de Agaciel no DF para a Câmara Federal.
O ex-deputado Carlos Xavier vai tentar retornar à Câmara Legislativa. Ele registrou candidatura a deputado distrital pelo partido Democracia Cristã (DC). Em 2004, Xavier teve o mandato cassado sob acusação de ser o mandante do assassinato do namorado de sua ex-mulher, um adolescente de 16 anos. O ex-deputado chegou a ser condenado a 15 anos de prisão, mas o júri foi anulado. Um novo julgamento foi remarcado e desmarcado várias vezes e, por ora, Xavier não tem nenhuma condenação deste caso que o impeça de concorrer nas eleições de outubro. Um novo júri deve ocorrer em meio à campanha, em 26 de agosto.
As alianças informais vão pipocar nas eleições. Apesar de estar na coligação de Celina Leão (PP), que tem como candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, do PL, o deputado Rafael Prudente (MDB) anunciou, ontem, que vai fazer campanha ao lado do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Sebastião Coelho (Novo). Ele concorre ao Senado e disputa o mesmo eleitor bolsonarista de Michelle e Bia.
Vice-presidente da Câmara Legislativa, o deputado distrital Ricardo Vale (PT-DF), autor do projeto que ampliava o Passe Livre Estudantil no transporte público coletivo do Distrito Federal, já começou a se articular para derrubar o veto à proposta. Na mensagem sobre o veto, o governo alega falta de disponibilidade orçamentária, ausência de viabilidade operacional comprovada e risco de a matéria esbarrar nas vedações eleitorais previstas na Lei nº 9.504/1997, já que 2026 é ano de eleição. Ricardo está se articulando com colegas deputados para colocar o veto em pauta na primeira sessão possível e garantir a sua derrubada, citando um precedente recente. “Nós já superamos obstáculos semelhantes no passado, como no veto ao projeto do Cartão Feira”, disse, ao defender a proposta como parte da pauta da Tarifa Zero Estudantil. “O transporte público é um direito social, e nós vamos continuar batalhando até o fim.” Em ano de eleição tudo é possível.
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