O novo presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil, Rafael Sampaio, é o entrevistado da semana do programa CB.Poder. Durante a conversa, Sampaio falou sobre a briga com o governo pelo reajuste salarial de 37% e disse que “há um desestímulo absoluto na Polícia Civil”. “O servidor, quando está desestimulado, ele não vai se sacrificar pela instituição e pelo governo. Não aceita fazer procedimentos sem observar todas as regras e regulamentos, isso causa um engessamento muito grande no serviço”, explica.
Para Rafael, o governo precisa abrir o diálogo com a categoria. “Temos os salários mais defasados do funcionalismo do DF e não observamos do governo nenhuma boa vontade. Há quase uma inação”, comentou o sindicalista.
Questionado sobre as críticas da sociedade ao movimento grevista, que tem causado o aumento da criminalidade, Rafael Sampaio garantiu que a corporação tem apoio popular. “Mais de 51% da população apoia nosso pleito. É interessante para todos que a gente saia desse movimento, mas a gente precisa ser minimamente atendido pelo governo. Estamos vendo servidores mudando de padrão de vida, deixando de dar a assistência que gostariam a suas famílias”.
https://www.youtube.com/watch?v=DhZ70fXAefg


3 thoughts on ““O policial desestimulado não vai se sacrificar”, diz Rafael Sampaio, do Sindicato de Delegados da PCDF”
Polícia deve ganhar bem. Contudo, desconheço qualquer Lei que obrigue haver paridade entre os salários da Polícia Civil e da Federal. Se ela aconteceu no passado, foi algo informal. Mesmo que tais instituições tenham uma origem em comum, isso foi a 60 anos atrás, muito antes da Constituição de 1988. É preciso reconhecer isso… Não adianta espernear se não existe dinheiro. Se os policiais civis mantiverem esse pensamento atual, eles próprios estarão se induzindo ao desestímulo.
O desestímulo vem de perdas salariais próximas de 50% em relação a inflação, de 2009 até 2016.
A questão da paridade é só um parâmetro, que existe há muito tempo, e que só confirma o abandono dos servidores da PCDF.
Eu nao apoio e conheço um monte de gente que tb não apoia esse movimento exploratório e descabido. Vivemos situação econômica terrível e, como se não bastasse, a PC e PM/DF recebem a melhor remuneração da República. E o cara vem me dizer que, com essa remuneração, eles se sentirão desmotivados? Isso, para mim, chama-se prevaricação, isso sim.