Tailana Galvao/Esp. CB/D.A Press
O Ministério Público de Contas do DF comunicou ao Tribunal de Contas do DF que o ex-secretário de Saúde e hoje interino, Osnei Okumoto, foi sócio da empresa Goyases Biotecnologia, entre 2003 a 2008. A empresa forneceu testes para covid-19 para a Secretaria Saúde.
O processo, sem licitação, que originou uma despesa de R$ 795 mil, foi autuado no dia em que Okumoto saiu da Secretaria de Saúde para presidir a Fundação Hemocentro. A capa do processo de aquisição foi assinada em 15 de abril eletronicamente por Jorge Antonio Chamon Júnior, diretor afastado do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), preso na Operação Falso Negativo.
O Ministério Público quer que o TCDF ouça Okumoto e delibere sobre a aplicação do artigo 44 da Lei Orgânica do DF que permite o afastamento temporário do responsável, se existirem indícios suficientes de que, prosseguindo no exercício de suas funções, o servidor público possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos danos ao erário ou inviabilizar o seu ressarcimento.
Chegou ao Sindicato dos Médicos do DF uma reclamação de que servidores da saúde estavam sendo constrangidos a assinar um manifesto virtual pela liberação dos dirigentes que continuam presos em decorrência da Operação Falso Negativo, deflagrada na semana passada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
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