Minervino Júnior
GABRIELLA BERTONI
Mais de 300 pessoas se concentram em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal, na expectativa de conseguir assistir à votação do projeto de lei que cria do Instituto Hospital de Base. Serão distribuídas 200 senhas para a entrada no plenário. O clima é de revolta com a possibilidade de aprovação da proposta, que muda a gestão do hospital. Manifestantes exibem cartazes e gritam palavras de ordem como “O Base é do SUS”. A Polícia Militar está no local com 120 homens, quatro ônibus e três carros.
Coordenado por sindicatos da saúde, o movimento é contra a aprovação do projeto. “Nós esperamos que os deputados, depois dessa repercussão negativa, mudem os votos e analisem o projeto friamente e não politicamente. O embate será duro, já que temos praticamente um empate técnico. Se os deputados tiverem consciência, o Instituto será reprovado”, comentou Jorge Viana de Souza, vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem.
Uma das reclamações dos sindicalistas é a forma de elaboração do projeto. Para Jiovania Rodrigues, presidente do Sindicato dos Odontologistas do DF, mudanças são necessárias, mas com outras regras. “Nós estamos esperançosos com a mobilização dos servidores e da comunidade. É uma experiência que foi negativa em vários outros estados, inclusive no DF, com o o Instituto Candango e o Hospital de Santa Maria. Os deputados precisam entender que temos que mudar sim, mas mudar descentralizando a estrutura da Secretaria de Saúde como um todo.”
Aguardando o resultado da votação, a técnica em enfermagem do Hospital de Base Márcia Carvalho, 43 anos, acredita que o projeto não é a melhor opção para o hospital. “Em outras capitais, temos exemplos de que isso não dá certo. No começo é bonito, tudo funciona, mas depois a falta de recursos volta”, disse.
Já para a técnica em farmácia Jaqueline Rocha, 29, moradora de Ceilândia, a tendência é piorar o atendimento da saúde básica. “Nem os postos de saúde funcionam, querem fechar o posto próximo da minha casa. Pegam os melhores médicos para colocar nesses institutos e o atendimento à população fica péssimo. Tem muito mais coisa que precisa melhorar.”
Conselho
Se aprovado o projeto, a gestão do Hospital de Base (HBDF) passará para uma pessoa jurídica, sem fins lucrativos. O centro médico, no entanto, continuaria público e o custeio, com um orçamento de R$ 550 milhões, responsabilidade do Estado. Referência em tratamentos de trauma, o Base seria comandado pelos Conselhos Administrativo (com nove membros) e Fiscal (com três integrantes) e pela Diretoria Executiva.
Embasado pelas diretrizes descritas na proposta, o governo promete acabar com a burocracia que rege o setor em Brasília — onde a compra de materiais pode levar anos — e promover, assim, um atendimento mais ágil e eficaz. Apesar das facilidades pontuadas, a proposição preocupa especialistas em saúde pública.
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