Justiça determina que consórcio deposite R$ 10 milhões para reparos no estádio Mané Garrincha

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O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Jansen Fialho, deferiu em parte o pedido de antecipação de tutela feito pelo Distrito Federal e pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, e determinou que o Consórcio Brasília 2014, formado pelas construtoras, Andrade Gutierrez S/A e Via Engenharia S/A, responsáveis pela construção do Estádio Mané Garrincha, deposite em juízo, em 10 dias, a quantia de 10 milhões de reais, para garantir a correção e reparo de inúmeros problemas na construção da arena.

Segundo a ação, o contrato previa a instituição de uma comissão para realizar uma vistoria técnica no Mané Garrincha, que detectou inúmeros problemas na construção, concluindo pela responsabilidade do Consórcio, o qual se recusa a efetuar os reparos, alegando que os problemas apontados não estariam mais cobertos pela garantia contratual, que não resultaram de falhas na execução da obra, mas de mau uso ou desgaste natural do equipamento público por motivo da sua utilização em diversos eventos esportivos realizados após a entrega definitiva.

O juiz registrou que: ”Tratam-se de defeitos apontados em obra faraônica de quase R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais) no terceiro estádio mais caro do mundo. Não bastasse a fama de ‘elefante branco’ da suntuosa construção, surge agora, por meio de colaborações premiadas, mediante um conjunto probatório em princípio válido formalmente, servindo para enriquecer corruptos e financiar criminalmente eleições locais, ao menos em tese. Nessa seara, é de interesse público, do Estado e de toda população do Distrito Federal, exigir rigorosa perfeição estrutural e de engenharia, pois, repiso, estar-se-á sob análise o terceiro estádio mais caro do mundo”.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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