A juíza Ana Cláudia de Oliveira Costa Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, revogou a prisão preventiva do ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde Ricardo Tavares Mendes, denunciado na Operação Falso Negativo pelos crimes de organização criminosa, dispensa irregular de licitação, fraude em processo licitatório, superfaturamento de preços e peculato na compra de kits de testes para covid-19.
Para a juíza, embora haja evidências fortes de participação do médico ortopedista em direcionamento das contratações e no esquema apontado como criminoso pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Ricardo Mendes tem demonstrado disposição de colaborar na instrução do processo.
A magistrada registrou: “Diante da situação diferenciada do requerente que, logo em seguida ao início da operação, solicitou sua exoneração, tenho que é suficiente para justificar sua liberdade condicionada, sobretudo, aliada a essa circunstância, o transcurso de quase dois meses da decretação de sua prisão preventiva“.
Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que representam o médico, ressaltaram em nota: “Ricardo Tavares Mendes é um médico ortopedista com 18 anos de carreira, boa parte prestada no serviço público do Distrito Federal. Sua soltura representa a correção de uma injustiça. A defesa tem a convicção de que, agora solto, exercerá sua ampla defesa e demonstrará a sua mais absoluta inocência.”
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