Da base aliada, distrital João Cardoso explica por que votou contra o projeto que amplia modelo do Base

Compartilhe

Embora seja do partido do vice-governador Paco Britto, o Avante, o senhor votou contra o projeto considerado prioritário para o atual governo de ampliação do modelo de gestão do Instituto Hospital de Base para outras unidades. Por quê?

O projeto tinha chegado pouco antes da votação. Fiz uma visita a várias unidades e terminei no Instituto Hospital de Base, onde lá tenho amigos, servidores de carreira e também pessoas contratadas nesse novo modelo. Vi que sem uma análise técnica necessária nós não poderíamos levar um projeto como aquele ao plenário. Precisaríamos de dados na Secretaria de Saúde, do próprio Instituto e do Tribunal de Contas. Nem tinha ainda analisado tecnicamente a viabilidade do Instituto.

Essa sua posição de alguma forma criou um desgaste com o governador Ibaneis?

Não. Eu continuo sendo um deputado da base, mas coloquei pontualmente essa situação para o vice-governador que esteve na Câmara Legislativa, avisei ao partido e à Mesa Diretora. Essa é uma posição individual minha como técnico. Sou auditor fiscal e professor do GDF. Não poderia me furtar de fazer uma análise técnica, como não deixarei de fazer durante meu mandato.

Sua posição, mesmo sendo da base, é de avaliação projeto a projeto sem se submeter a rolo compressor?

Isso. Não votarei simplesmente porque existe um acordo. Se esse acordo for bom para a comunidade, para o servidor público, para a sociedade como um todo, eu voto positivo. Caso contrário, votarei contra.

O governador Ibaneis Rocha disse que precisa de seis meses para mostrar que o modelo do Instituto Hospital de Base é o ideal, para tentar ampliá-lo para outras unidades. Acha possível rever sua posição?

Sim. Coloquei bem claro para os servidores que se eu tivesse certeza, com a tecnicidade necessária, de que o projeto era viável, não teria dúvida de votar a favor. Quero o melhor para a cidade. Eu e a minha família – sou casado e tenho oito filhos – usamos os hospitais públicos do DF, como também a rede pública de educação, na qual sou professor.

Sua base é Sobradinho. O senhor indicou o administrador de lá?

Foi-me feita a consulta em relação aos administradores. E calhou de ter uma pessoa muito conhecida na cidade, o Eufrásio Pereira, mas isso não vincula meu posicionamento político por conta de ter um administrador que eu me afeiçoe.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Posts recentes

  • CB.Poder

Ibaneis vai editar decreto para limitar gastos em 2026

O governador Ibaneis Rocha reuniu secretários e presidentes de empresas públicas, nesta terça-feira (20), na…

18 horas atrás
  • CB.Poder

GDF cria cargos comissionados para pessoas em situação de rua

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL O Governo do Distrito Federal (GDF) criou 15 cargos comissionados para…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Nova lei garante cuidados com animais comunitários

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL A Câmara Legislativa promulgou uma norma que dá segurança jurídica para…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Presidente do TJDFT recebe presidente do Correio para visita ao recém-reinaugurado Palacinho

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL O presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Ibaneis reúne equipe e dá largada para 2026

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL O governador Ibaneis Rocha (MDB) reuniu ontem (19) o primeiro escalão…

1 dia atrás
  • Eixo Capital

Jurista brasileiro assumirá a presidência da Corte Interamericana de Direitos Humanos

*Por Ana Maria Campos O jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch assume a presidência da Corte Intreramericana…

3 dias atrás