ANA MARIA CAMPOS
O Governo do Distrito Federal não teve representação na abertura dos trabalhos da Câmara Legislativa nesta tarde (03/02).
Estava prevista a presença do chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, para representar o governador Ibaneis Rocha (MDB) na primeira sessão do ano. Mas ele não compareceu. A vice-governadora Celina Leão (PP) está fora do país, de férias.
Resultado: os deputados da oposição deitaram e rolaram. A sessão começou com distritais gritando “fora Ibaneis, fora Celina” e defendendo a instalação de uma CPI para investigar a transações entre o BRB e o Banco Master.
Depois os parlamentares se revezaram na tribuna com discursos sobre a crise do BRB. Integrantes da oposição, os deputados Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (PSol), Paula Belmonte (Cidadania) e Gabriel Magno (PT) criticaram a postura do governo ao autorizar operações do BRB com o Master que chegaram a R$ 12 bilhões.
Se Ibaneis ou Gustavo Rocha tivessem participado da sessão seria um constrangimento. Com a crise e o confronto pré-eleitoral, a chance de um embate com a oposição seria grande.
Coube ao presidente da Câmara Legislativa defender o governo. O deputado Wellington Luiz (MDB) disse que evitou convidar autoridades de outros poderes porque considerou que o momento era de debate exclusivo dos distritais.
Ibaneis mandou aos distritais a mensagem com as prioridades do governo para 2026. Mas o tema do momento é o Master-BRB.
A Policia Federal abriu outro inquérito sobre o BRB. Agora para apurar gestão fraudulenta. O Tribunal de Contas do DF também autorizou uma auditoria nas contas do BRB e do Iprev (Instituto de Previdência) do DF.
A ideia é avaliar se eventuais prejuízos do BRB atingiram as aposentadorias e pensões do DF. É que o Fundo Garantidor do Iprev está fortemente atrelado às ações do BRB.
O processo foi aberto com base em representação do deputado distrital Fábio Félix (PSol).

