Policiais civis querem auxílio-moradia
Policiais civis querem auxílio-moradia Crédito: Antônio Cunha/CB/D.A Press. Policiais civis querem auxílio-moradia

Para encerrar crise com a categoria, GDF estuda concessão de auxílio-moradia para policiais civis

Publicado em CB.Poder

Nas conversas entre o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e deputados distritais surgiu a possibilidade de o governo passar a pagar o auxílio-moradia para policiais civis do DF, na forma como ocorre hoje com policiais e bombeiros militares. O benefício varia de R$ 1,2 mil para soldados a R$ 3,6 mil para coronéis. Como se trata de verba indenizatória, o acréscimo nos contracheques é integral, sem desconto de imposto de renda.

 

Juízes e integrantes do Ministério Público do DF também recebem dessa forma, mas esses contracheques são custeados pela União. O valor é R$ 4,3 mil. O auxílio-moradia funcionaria como uma melhoria nos salários de policiais civis, sem abrir mão de buscar no futuro o reajuste de 37%, a paridade com a Polícia Federal, se a situação financeira do GDF melhorar. Como no caso de militares, o benefício contempla os aposentados e pensionistas.

 

De boca em boca

O possível pagamento do auxílio-moradia é assunto tratado em sigilo. O governo não comenta, mas nos últimos dias, de boca em boca, o que era segredo virou assunto ontem entre policiais civis.

 

Paridade e auxílio-moradia

O vice-presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (PMDB), tem participado das negociações e vai se reunir na próxima segunda-feira com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para discutir o assunto. Ex-presidente do Sinpol, o distrital diz que vai defender que a proposta, caso seja confirmada pelo governo, receba o apoio da categoria.

 

“Aceitar o auxílio-moradia não significa abrir mão de buscar a paridade. Neste momento, seria positiva uma melhoria salarial e depois, mais para a frente, buscar o reajuste até para atender também a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros”, disse Wellington.

 

Solução pode encerrar crise

O deputado Cláudio Abrantes (Rede), que também tem discutido uma proposta que viabilize o fim da crise da Polícia Civil com o governo, acredita que o auxílio-moradia é uma solução para recompor no momento os salários da categoria.

 

“Se a categoria considerar a proposta positiva, não posso ficar contra. Acredito numa solução que atenda a reivindicação dos policiais e encerre essa crise com o governo”, disse o distrital aliado de Rollemberg.

9 thoughts on “Para encerrar crise com a categoria, GDF estuda concessão de auxílio-moradia para policiais civis

  1. Não sou policial. Mas acredito que deve haver SIM valorização do trabalho importantíssimo que desenvolvem.

    Agora vem cá, membro do MPF, por exemplo, que já recebe muito mais de auxílio moradia (R$ 4,6 mil) e todos sabemos que o subsídio que recebem é UMA BABA, precisa de auxílio moradia pra quê exatamente? Quando foi a greve deles pra eles conseguirem isso? Palhaçada a policia ou qualquer outra classe de servidor ter que chegar a fazer greve, pra receber muito menos que os “cabeças” dos Poderes, que têm o poder de, seja por influencia política e/ou estatutos, FAZER ACONTECER seus aumentos de salário!

    Voce me desculpa, mas eu prefiro pagar 4,6 mil de auxilio moradia pra um policial civil do que pra um membro do MPF que ja recebe quase o teto do funcionalismo.

  2. Esse DESGOVERNADOR é ridículo. Quem conseguir pressionar um pouquinho mais ele cede. É bom ele saber que se conceder esse cale a boca para a polícia civil, as outras categorias irão cair matando, até porque, muitas outras categorias já têm direito desde 2013, garantido em lei! e o DESGOVERNADOR faz questão de não cumprir a lei.

  3. Encerra a crise na Policia Civil e inicia uma crise sem precedentes na PMDF proximo da volta do congresso nacional e com muitas manifestações à vista.
    O GDF precisa ter cuidado e tratar de forma isonomica as forças policiais do DF pra não criar complicações futuras.

  4. Aqui não é questão de inflar benefícios ou não respeitar o contribuinte, é contemplar uma categoria que foi excluída tanto pelo governo local como pelo governo federal por muito tempo, enquanto todos os servidores de outros órgãos tiveram correção salarial próxima da inflação a PCDF em 8 anos (de 2009 a 2017) teve apenas 15% de correção, com uma inflação acumulada no período de, até agora, 76%.

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