Depois de fazer mistério com relação ao assunto, o senador Cristovam Buarque (PPS) votou ontem pela aprovação do parecer da Comissão do Impeachment. Antes mesmo da declaração de voto do parlamentar, Arlete Sampaio (PT), que foi vice de Cristovam no governo, divulgou uma carta aberta ao senador. O documento é assinado ainda por ex-reitores da UnB e por políticos que também atuaram na gestão de Cristovam à frente do Buriti. Os antigos aliados lembram que travaram ao lado do parlamentar “batalhas em torno de bandeiras democráticas”, como o Bolsa Escola, o Saúde em Casa e o Paz no Trânsito. “Desta vez, nos demos conta de sua ausência entre nós”, diz um trecho da carta aberta. “Com seu voto no julgamento final do Senado, o senhor trilhará o caminho da cinza, da abjeção e, por fim, do esquecimento”, declararam os autores da carta aberta, entre eles Swedenberger Barbosa, António Ibañez e José Geraldo de Sousa Júnior.
Pressão de todos os lados
A pressão sobre Cristovam, nas redes sociais e até mesmo nas ruas, já era forte e atingiu o ápice nos últimos dias. O senador justificou seu posicionamento ontem no plenário. “Encontrei informações substanciais de que houve, sim, descumprimento de regras constitucionais”, explicou. “Desde o início deste processo, informei que votaria o que fosse melhor para o Brasil, respeitando as regras da Constituição. Não votaria no que fosse mais simpático aos meus amigos, eleitores, aliados tradicionais, ou ao mundo intelectual no exterior. Mesmo que isso significasse meu suicídio político e até sentimental”.
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