Delegados reclamam de blitze direcionadas a policiais civis

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BRUNO LIMA

Mais um capítulo no embate entre policiais civis e militares. Um delegado enviou em grupo de WhatsApp uma reclamação da realização constante de blitze a poucos metros do clube da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia Civil do DF).  Ele disse que nesta tarde (04/03) foi parado por um integrante do Batalhão de Trânsito da PM e recebeu a informação de que se tratava de uma ordem de serviço para fixar a operação no local por determinação do comando.

O delegado foi submetido ao teste de bafômetro e, depois liberado, após o resultado dar negativo. “Como eu não bebi nada, parei e fiz o exame normal, tudo bem. Aproveitei para falar com o policial militar e deixei bem claro para ele que aquela blitz era direcionada”, afirmou. O delegado teria questionado o policial militar. “Ele falou que recebeu uma OS (Ordem de Serviço) do comandante do BPTrans”, disse.

Diretor Administrativo da Adepol, o delegado Amarildo Fernandes contou ao Correio que as operações de policiais militares na frente do clube se intensificaram nos últimos dois meses, tanto nos fins de semana, quanto nos dias de partidas de futebol. “Chama a atenção que 50 metros à frente estão localizados os clubes de oficiais da Polícia Militar e dos Bombeiros, mas eles só param os delegados”, reclamou.

Amarildo ressaltou que não houve recusas por parte de delegados para se submeterem ao bafômetro, tampouco houve resultados positivos.

O porta-voz da Polícia Militar, Major Michello Bueno, disse que a lei vale para todos e que o objetivo é evitar que motoristas alcoolizados dirijam. Segundo ele, não há direcionamento na abordagem. “Fizemos uma blitz hoje no Setor de Clubes Sul. Fazemos sempre nesses locais onde há muitas situações de condutores que insistem em beber e dirigir”, afirmou.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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