20/11/2019 Crédito: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Maria Ivatonia, primeira desembargadora negra do DF. Local: TJDF. Na foto: Maria Ivatonia.
Em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado hoje (20/11), a primeira desembargadora negra do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Maria Ivatônia dos Santos, gravou um depoimento em que destaca a importância de ser antirracista para diminuir as desigualdades.
A magistrada faz uma série de reflexões sobre como o racismo se manifesta na história e no dia a dia. “Não basta dizer eu não sou racista, tem que dizer eu sou antirracista. E fazer isso significa tentativa de diminuição dessa desigualdade, de todas as formas, e em todos os espaços”, destacou.
Para a desembargadora, há a ideia de que não existe racismo no Brasil. “E esta é a melhor forma de perpetuar o racismo. Nós apagamos nossas figuras históricas negras”, afirmou, fazendo referência a Nilo Peçanha, presidente do Brasil, no período de 1909 a 1910, e a Machado de Assis, escritor e reconhecido como um dos maiores expoentes da literatura brasileira.
Maria Ivatônia tomou posse como desembargadora do TJDFT em dezembro de 2019.
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