CNI aposta que privatização da CEB provocará melhorias na distribuição de energia no DF

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ANA MARIA CAMPOS

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou um “sucesso” o leilão da Companhia Energética de Brasília (CEB) realizado hoje (4/12) na Bolsa de Valores de São Paulo.

Para a CNI, a privatização da CEB terá importância estratégica para a melhoria dos serviços de distribuição de energia no Distrito Federal, especialmente por prever robustos investimentos com obras de ampliação e modernização da infraestrutura da companhia.

“Em uma realidade de intensa restrição fiscal, é essencial para o país se contrapor à limitação de recursos públicos com uma maior participação da iniciativa privada, tanto nos investimentos, como na gestão da infraestrutura”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Andrade acrescenta: “Nesse contexto, o processo de privatização se impõe como um instrumento decisivo para a modernização da infraestrutura, com a transferência de empresas e ativos do Estado para o setor privado, e para serem operados sob uma nova governança”, acrescenta o presidente da CNI.

Ágio de 76,63%

A empresa Neoenergia arrematou o controle da CEB Distribuição pelo valor de R$ 2,51 bilhões, com ágio de 76,63% em relação ao preço mínimo de venda, que era de R$ 1,42 bilhão.

A disputa contou também com a participação das empresas Equatorial e CPFL. No caso da Equatorial, houve apenas o lance inicial de R$ 1,42 bilhão.

O governador Ibaneis Rocha IMDB) comemorou o resultado do leilão que rendeu R$ 1,1 bilhão a mais que o valor mínimo. “Era o valor que eu dizia que seria vendido. Sempre fui otimista”, diz o governador.

78% do setor de distribuição de energia sob controle privado

Já contabilizada a privatização da CEB ocorrida hoje, 78% do setor de distribuição de energia elétrica no Brasil está sob controle privado, restando apenas seis empresas administradas por estados ou municípios.

Entre os estados que mantêm concessão pública estão Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

Na avaliação da CNI, a continuidade e o aprofundamento dos processos de concessão e de privatização adotados até o momento são questões fundamentais para intensificar o processo de recuperação e auxiliar na pavimentação de um novo ciclo de crescimento com base na expansão do investimento.

A CNI defende também a privatização da Eletrobras, que é a maior holding do setor elétrico da América Latina e uma das cinco maiores geradoras hidrelétricas do mundo em capacidade instalada.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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